“Do Mudo à Perestroika”: o cinema russo está em Lisboa e no Porto

Ciclo de cinema "Do Mudo à Perestroika" arranca na quinta-feira em Lisboa e no Porto com filmes de Dziga Vertov e Serguei Eisenstein

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"O Homem da Câmara de Filmar" (1929), de Dziga Vertov, e "O Couraçado Potemkine" (1925), de Serguei Eisenstein, abrem, na quinta-feira, em Lisboa e no Porto, o ciclo de cinema "Do Mudo à Perestroika", dedicado ao cinema russo.

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"O Homem da Câmara de Filmar" (1929), de Dziga Vertov, e "O Couraçado Potemkine" (1925), de Serguei Eisenstein, abrem, na quinta-feira, em Lisboa e no Porto, o ciclo de cinema "Do Mudo à Perestroika", dedicado ao cinema russo.

O ciclo, organizado pela Medeia Filmes, começa com dois dos pioneiros da história do cinema do século XX, nomes fundamentais do cinema russo. O documentário de Dziga Vertov abrirá o ciclo no Cinema Nimas, em Lisboa, enquanto o filme de Eisenstein fará a abertura no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto.

Até ao Verão, o ciclo exibirá 19 filmes, alguns em versão restaurada, outros inéditos em exibição numa sala comercial, escolhas "que espelham a diversidade estética de uma das mais importantes e influentes cinematografias ao longo de um século", afirma a organização.

De Sergei Eisenstein serão ainda exibidos "Outubro" (1928) — que celebra a revolução soviética de 1917 —, "Alexander Nevsky" (1938) e o épico "Ivan, o Terrível" (1948-1958), encomendado por Estaline. Da época anterior aos anos 1930, foram incluídos também no ciclo "Arsenal" (1929), filme mudo de Alexander Dovzhenko, outro dos vanguardistas, e a comédia "A Casa na Praça Trúbnaia" (1928), de Boris Barnet.

Já do período pós-Segunda Guerra Mundial, o ciclo apresentará, por exemplo, três filmes da realizadora Larisa Shepitko, aluna de Alexander Dovzhenko, todos em estreia em Portugal: "Asas" (1966), "Tu e Eu" (1971) e "Ascensão" (1977), que lhe valeu um prémio no festival de Berlim. Entre os realizadores contemplados neste ciclo estão ainda, por exemplo, Marlen Khutsiev, que esteve em 2015, em Lisboa, a propósito de uma homenagem na Cinemateca Portuguesa, e Nikita Mikhalkov. De Khutsiev, com 90 anos e ainda em actividade, será mostrado "Chuva de Julho" (1966). De Nikita Mikhalkov, "Peça Inacabada para Piano Mecânico" (1977) e "Olhos Negros" (1987).

O ciclo de cinema "Do Mudo à Perestroika" surge depois de a Medeia Filmes ter feito uma retrospectiva dedicada ao realizador russo Andrei Tarkovsky. Toda a programação poderá ser consultada aqui.