É o “jogo do ano” para Sporting e Sp. Braga, mas só um pode vencer

Equipa de Marco Silva procura encerrar um “jejum” de sete anos sem conquistar troféus. Minhotos estão numa série de três derrotas consecutivas em finais da Taça de Portugal, desde o triunfo em 1965-66

Chegou o dia mais esperado para quem quer matar as saudades de erguer um troféu e celebrar com os adeptos. No Estádio Nacional, a final da Taça de Portugal opõe Sporting e Sporting de Braga e, tanto de um lado como do outro, ninguém retirou importância à partida. “É o jogo mais importante da temporada”, reconheceu Marco Silva. “Os jogadores estão conscientes de que podemos fazer história”, vincou Sérgio Conceição. Esta tarde (17h15, RTP1) alguém vai ganhar um novo inquilino para a respectiva galeria de troféus.

Num confronto entre duas equipas que não guardam boas recordações das mais recentes visitas ao Jamor, conquistar a Taça de Portugal servirá como o final feliz possível para a temporada. Os “leões”, que venceram a prova pela última vez em 2007-08 (na época seguinte conquistariam a Supertaça), foram derrotados pela Académica em 2011-12. Já o Sp. Braga soma três derrotas consecutivas na final da Taça de Portugal – 1997-98, 1981-82 (esta contra o Sporting) e 1976-77 – desde que, na já distante temporada 1965-66, conquistou o troféu. Mas os minhotos até conquistaram um troféu há menos tempo do que o Sporting, quando ergueram a Taça da Liga em 2012-13.

“É o jogo do ano para nós. Para o nosso adversário também. É um jogo importantíssimo, temos consciência disso”, reconheceu o treinador do Sporting, Marco Silva, decidido a encerrar o “jejum” de troféus do clube: “O Sporting não conquista um troféu há sete anos, e são muitos anos para um clube com a nossa dimensão. Não é fácil, porque se fosse teríamos conquistado mais troféus nos últimos sete anos. Mas queremos muito quebrar essa barreira”. A julgar pela amostra recente, os “leões” têm motivos para estar optimistas: somam dez vitórias nos últimos 11 confrontos com o Sp. Braga, em todas as competições. E tudo indica que as coisas ficarão resolvidas no tempo regulamentar, porque há mais de dez anos que não há um empate entre os dois clubes.

Ainda assim, Marco Silva alertou para o passado recente nas finais da Taça e pediu cautela. “Se analisarmos as últimas três finais, houve sempre um dos chamados três ‘grandes’ a disputar a final da Taça, mas só numa delas o clube ‘grande’ ganhou. É um jogo só e tudo pode acontecer. Queremos e vamos ser superiores ao Sp. Braga”, reforçou o técnico, que não se alongou sobre o seu futuro no Sporting: “Não faz grande sentido estarmos com essa conversa novamente. O nosso futuro é jogar a final amanhã [hoje]”. E revelou que o presidente Bruno de Carvalho transmitiu à equipa “a ambição que demonstra sempre, e que é a ambição que temos sempre, que é vencer.”

Ao teórico favoritismo “leonino”, o Sp. Braga opõe um percurso digno de respeito na presente edição da Taça de Portugal: a equipa de Sérgio Conceição afastou Alcains, V. Guimarães, Benfica, Belenenses e Rio Ave, e agora quer colocar a cereja no topo do bolo. “Se o Sp. Braga ganhar, ninguém ficará admirado. Há uma vontade enorme de chegar às 17h15 [de domingo] e ir para cima deles”, frisou o técnico bracarense, desvalorizando as duas derrotas sofridas diante dos “leões” na I Liga. “Sempre fomos uma equipa competitiva, tirando alguns jogos nesta parte final da época. Sabemos os pontos fortes e menos fortes do Sporting e eles saberão também os nossos”, resumiu.

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