Directores confiantes num arranque sem problemas do ano lectivo

Calendário de colocação de professores foi antecipado

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No início deste ano lectivo houve alkunos sem professores durante meses Enric Vives-Rubio

Testada no actual ano lectivo pela primeira vez, a BCE provocou atrasos de meses na colocação de professores e adiou o início das aulas para milhares de alunos que, em alguns casos, ficaram sem docentes a algumas disciplinas quase até ao final do 1.º período.  

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Testada no actual ano lectivo pela primeira vez, a BCE provocou atrasos de meses na colocação de professores e adiou o início das aulas para milhares de alunos que, em alguns casos, ficaram sem docentes a algumas disciplinas quase até ao final do 1.º período.  

As fortes críticas ao modelo do BCE, que coloca professores em escolas com autonomia ou de intervenção prioritária, levaram o Ministério da Educação e Ciência a proceder a várias alterações. Segundo Filinto Lima, estas mudanças poderão resultar numa maior eficiência do sistema.

Em vez dos atuais 138 parâmetros de avaliação dos professores, a próxima BCE terá apenas 12 critérios e serão "muito mais objectivos" como o tempo de serviço ou a avaliação de desempenho, disse aquele responsável. Além disso, "a aplicação afecta aos candidatos é muito mais esclarecedora e o concurso será mais célere e ágil", acrescentou.

O vice-presidente da ANDAEP recordou que "os prazos deste concurso vão ser muito antecipados em relação ao anterior", lembrando que neste ano lectivo, processo passou para as escolas só a 20 de Outubro. Assim, ao contrário do que aconteceu na primeira vez, o concurso abre já no próximo mês. Os docentes poderão candidatar-se entre Junho e Julho e "a 2 de Setembro serão divulgadas as listas", segundo os calendários apresentados nesta quinta-feira pela DGAE aos directores escolares de Vila Nova de Gaia e do Porto.

Depois serão as escolas a contactar os candidatos. Filinto Lima acredita que "em 15 dias estará tudo tratado" e as aulas poderão começar normalmente.

O principal constrangimento do modelo continua a ser a possibilidade de os professores se candidatarem a todas as escolas sem limite, lembrou Filinto Lima. No início do ano lectivo passado houve professores colocados em simultâneo em dezenas de escolas. Por regra, enquanto não escolhem uma das vagas todas as outras ficam bloqueadas, o que atrasa o processo de colocação.

Filinto Lima frisou ainda que espera que "esta boa prática", de preparar com antecedência o ano lectivo e reunir com os directores escolares, "seja para manter nos próximos anos e não apenas um reflexo das eleições que se aproximam".