Directores de escolas remetem decisão sobre erros para "os tribunais"

Movimento Boicote & Cerco marcou para esta segunda- feira em Lisboa um “meet de professores” e outras formas de protesto em Coimbra e no Porto.

Adelino Calado, da direcção da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) admitiu neste sábado que os dirigentes escolares sejam responsáveis por erros nas não renovações de contratos de professores, mas sublinhou que “isso só aconteceu porque, antes, o MEC também cometeu erros”. “Se os professores se sentirem prejudicados, caberá aos tribunais decidir de quem é a responsabilidade", afirmou.

Segundo Adelino Calado, ele próprio cometeu erros, na escola que dirige. Fê-lo, justifica, porque a administração mudou as regras da aplicação informática em que os horários foram pedidos sem ter dado conta disso aos directores. “Precisamente através do procedimento que em 2013 estava correcto um director fez com que não fossem renovados contratos em 2014. O erro é do director ou do MEC? “, questiona.

Contra as "trapalhadas" e as "ilegalidades” destes concursos, o movimento Boicote & Cerco marcou para esta segunda- feira em Lisboa um “meet de professores” e manifestações de protesto semelhantes em Coimbra e no Porto. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) pediu a demissão do ministro da Educação, Nuno Crato.

Nas escolas, o mais provável é que os problemas na colocação de professores não afectem de forma significativa o dia dos alunos, esta segunda-feira. Embora possam não ter aulas, outros professores poderão substituir os colegas em falta nas salas de aula, dizem os representantes dos directores.

No caso dos funcionários, a situação já será diferente. Por esse motivo, a escola EB 2,3 Noronha Feio, do agrupamento de escolas Linda-a-Velha e Queijas, adiou a recepção aos alunos e início das aulas para terça e quarta-feira, respectivamente, e deixou em aberto a possibilidade de haver novo adiamento se o problema não ficar resolvido. O agrupamento de escolas de Alcochete decidiu distribuir os funcionários disponíveis pelas escolas de 1.º ciclo e não abrir as portas da EB 2,3 Rei D. Manuel I.