Barack Obama anuncia plano para manter 9800 soldados no Afeganistão

Presidente norte-americano agendou uma declaração ao país sobre a missão militar no Afeganistão para quarta-feira.

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Obama visitou os soldados americanos no Afeganistão no domingo REUTERS/Jonathan Ernst

Obama, que acaba de regressar a Washington depois de uma visita surpresa à base aérea norte-americana em Bagram, no Afeganistão, vai anunciar os termos da retirada dos soldados americanos e do fim daquela que se tornou a guerra mais longa em que os Estados Unidos estiveram envolvidos.

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Obama, que acaba de regressar a Washington depois de uma visita surpresa à base aérea norte-americana em Bagram, no Afeganistão, vai anunciar os termos da retirada dos soldados americanos e do fim daquela que se tornou a guerra mais longa em que os Estados Unidos estiveram envolvidos.

O Presidente americano deverá confirmar que a maior parte dos 32 mil soldados que ainda servem no Afeganistão estarão de volta a casa no fim deste ano, no âmbito do desmantelamento da Força Internacional de Assistência de Segurança (ISAF, no acrónimo inglês), a missão internacional estabelecida pelas Nações Unidas e suportada pela Nato no Afeganistão.

Mas Obama também indicará que os Estados Unidos estão preparados para manter um contingente militar de 9800 soldados, para colaborar nas missões de anti-terrorismo e no treino das forças nacionais afegãs, no âmbito de um “acordo conjunto de segurança”.

Os termos da cooperação militar futura entre Washington e Cabul, só deverão ser acertados em definitivo depois da segunda volta das eleições presidenciais do Afeganistão, que opõem Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani, a 14 de Junho.

Durante meses, a Casa Branca tentou fechar o compromisso com o Presidente cessante, Hamid Karzai, que depois de inicialmente confirmar o seu interesse no acordo bilateral, acabou por rejeitar a sua assinatura.

Durante a sua visita a Bagram, Obama e os líderes militares no terreno acertaram a dimensão da cooperação militar com o Afeganistão depois do fim da missão de combate, em Dezembro de 2014. No ano seguinte, o Exército norte-americano manterá um contingente militar de 9800 soldados; que será reduzido para metade no final de 2015. Até ao fim de 2016, e coincidindo com o fim do mandato de Barack Obama, o número de militares americanos no Afeganistão continuará a cair até configurar o “tamanho normal” de uma representação militar a funcionar dentro de uma embaixada.