Assis reconhece que Governos nacionais já não chegam para fazer “grandes transformações”

Socialista apresentou Hollande como exemplo de que um executivo sozinho não consegue levar reformas por diante.

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Francisco Assis, com António José Seguro Enric Vives-Rubio

Francisco Assis sublinhava assim a importância das instituições europeias para a resolução da crise em Portugal. “Não é hoje possível fazer grandes transformações num só país”, disse, para depois citar “o caso francês” como exemplo. O argumento foi apresentado no apelo ao voto socialista nas europeias para a conquista do maior número possível de lugares em Bruxelas. “Hoje, as questões estão todas interligadas”, sustentou perante cerca de 180 apoiantes.

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Francisco Assis sublinhava assim a importância das instituições europeias para a resolução da crise em Portugal. “Não é hoje possível fazer grandes transformações num só país”, disse, para depois citar “o caso francês” como exemplo. O argumento foi apresentado no apelo ao voto socialista nas europeias para a conquista do maior número possível de lugares em Bruxelas. “Hoje, as questões estão todas interligadas”, sustentou perante cerca de 180 apoiantes.

Uma linha de argumentação diferente dos anteriores apelos ao voto nas europeias, mas sustentados na rejeição do Governo de Pedro Passos Coelho. Assis assumiu ainda o compromisso de lutar pela mudança de posições de outros partidos europeus no sentido de alterar as políticas europeias. Com o argumento de que o secretário-geral do PS, António José Seguro, já o tinha conseguido com a inscrição de algumas das suas bandeiras no programa eleitoral do Partido Socialista Europeu. “Se [essas medidas] estão inscritas no programa do PSE não há nenhuma razão para que amanhã não estejam inscritas no programa da Comissão Europeia.”

Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência de José Sócrates e sétimo na lista socialista, seguiu a mesma linha no seu discurso para sustentar que “a primeira coisa que tem que mudar é a relação de forças na Europa”. Isto depois de ter apresentado as eleições de 25 de Maio como “as europeias mais importantes de sempre”: “O que vai a votos, antes de tudo mais, são as políticas de austeridade”, acrescentou.

Quem ficou a soar desafinado foi o recém-eleito autarca de Vila Real, Rui Santos, que centrou a sua intervenção na figura de Pedro Passos Coelho – cabeça de lista em Vila Real nas últimas legislativas. “Em que medida beneficiou este território”, questionou antes de vaticinar que uma “grande vitória nas europeias será o prelúdio do fim do actual Governo”.