Universidade de Lisboa em 2.º lugar no ranking ibero-americano da produção científica

Lista é a primeira a reflectir a fusão das universidades Clássica e Técnica. Principais instituições nacionais melhoram a prestação em relação ao ano passado.

Universidade de Lisboa já enviou um comunicado a informar o encerramento
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O ensino superior português melhorou os seus resultados no mais antigo ranking de universidades do mundo Catarina Oliveira Alves / Arquivo

O processo de fusão entre as universidades Clássica e Técnica de Lisboa começa a dar frutos a nível internacional. A nova Universidade de Lisboa é a 2.ª colocada no ranking ibero-americano que mede a produção científica das instituições de ensino superior e fica à frente de todas as congéneres espanholas. Na lista da SCImago, publicada esta semana, há seis instituições nacionais de ensino superior nos primeiros 40 lugares e quase todas melhoram a sua prestação em relação ao ano passado.

O resultado alcançado pela Universidade de Lisboa é sobretudo reflexo da fusão entre a Clássica e a Técnica, que eram já duas das melhores colocadas nacionais na lista da SCImago (26.º e 14.º, respectivamente, no ranking de 2013). De resto, o processo de integração entre as equipas das duas instituições ainda não é muito visível, até porque o processo de reorganização ao nível da investigação “ainda está numa fase inicial”, comenta o reitor da UL, António Cruz Serra.

Mas não basta o facto de se ter criado uma universidade de grande dimensão para explicar este bom resultado, até porque há universidades de muito maior dimensão, como as principais instituições espanholas, que ficam atrás da UL. Este é, por isso, “um resultado muito positivo e muito satisfatório, que nos enche de orgulho”, sublinha Cruz Serra. O reitor espera poder manter estes resultados nos próximos anos, uma vez que a investigação vai continuar a ser prioritário para a instituição. “Só se ensina bem o que se sabe bem”, ilustra.

Além da Universidade de Lisboa, Portugal tem outras cinco universidades entre as 40 melhores desta lista – menos uma do que no ano passado, por via da fusão. Os resultados da maioria destas instituições de ensino superior melhoraram face ao ano passado. A Universidade de Coimbra passa de 27.º para 25.º lugar, ao passo que as universidades Nova de Lisboa e do Minho sobem três posições cada, ocupando agora os 32.º e o 34.º postos, respectivamente. A Universidade de Aveiro mantém-se, pelo segundo ano consecutivo, no 29.º lugar.

Entre as instituições de ensino superior nacionais no ranking ibero-americano, apenas uma não consegue melhorar a sua classificação. A Universidade do Porto, que até ao ano passado era a melhor representante nacional, desce em 2014 uma posição, ocupando agora o 10.º lugar. Apesar das variações de posição, todas as universidades portuguesas melhoram os seus resultados no principal indicador considerado por este ranking. Estas seis universidades têm todas pelo menos 6500 papers, contabilizados de acordo com os critérios da SCImago.

Portugal tem 59 instituições entre as cerca de 1700 incluídas na tabela, tendo quase todas melhorado os seus resultados em relação ao ano passado. O ranking continua, porém, a mostrar uma realidade díspar no ensino superior nacional. Apenas 17 instituições nacionais estão entre as 200 melhores do espaço ibero-americano. E há 25 universidades ou institutos superiores portugueses abaixo do lugar 400 no ranking da SCImago.

Esta é a quinta edição do ranking, que se baseia em dados quantitativos relativos a publicações e citações de artigos científicos, entre 2008 e 2012. A nível global, a lista continua a ser liderada pela Universidade de São Paulo (Brasil), que tem mais do que o dobro da produção científica da Universidade de Lisboa. A Universidade Autónoma do México foi ultrapassada pela melhor representante portuguesa e caiu para o 3.º posto. A Universidade de Barcelona, que fechava o pódio há um ano, passou para o 5.º lugar, face ao emergir de outra instituição de ensino superior brasileira, a Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho.

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