Seguro critica governos do PS e PSD por incumprimento de promessas eleitorais

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O líder socialista sublinhou que a "ideia de prestar contas de quatro em quatro anos é uma ideia do passado" Enric Vives-Rubio

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse nesta sexta-feira que o país precisa de um Estado "que honre a sua palavra" e lamentou que os últimos quatro governos não tenham mantido a promessa eleitoral de não aumentar impostos.

"Nós precisamos de ter um Estado transparente e um Estado que honre a sua palavra e de ter governos que prometem uma coisa em campanha eleitoral e cumprem aquilo que prometem no exercício da sua governação. Os últimos quatro governos prometeram todos que não aumentavam impostos e quando chegaram ao governo aumentaram esses impostos", afirmou António José Seguro, referindo-se a executivos desde 2004, durante uma intervenção na conferência mensal do Clube da Alameda.

Seguro disse ser muito criticado por fazer "poucas promessas", mas garantiu: "Todas as promessas que faço, se for necessário, ponho a minha assinatura por baixo, porque são para cumprir".

"Pode não ser muito atractivo, pode não gerar grandes ilusões, mas significa que é um contrato de confiança que tem de ser estabelecido com os portugueses porque também há hoje desencanto e desilusão com as instituições da nossa democracia e com os partidos políticos e com os políticos", referiu.

O líder socialista, que fez questão de lembrar a revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, sublinhou que a "ideia de prestar contas de quatro em quatro anos é uma ideia do passado" e que "tem de se prestar contas, mas prestar contas permanentemente, porque isso gera elementos de confiança entre os cidadãos e o Governo e o Governo não pode ser uma estrutura neutra que aplica um programa".