Nobre Guedes na lista de delegados apoiantes de Portas

Antigo dirigente disse estar "reconciliado com toda a gente", dias depois de afirmar que iria ao congresso do CDS "afrontar o poder instituído".

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Nobre Guedes Carlos Lopes/ARquivo

Se assim fosse Nobre Guedes "não integraria a minha lista visto que dou todo o meu apoio à recandidatura de Paulo Portas a presidente do CDS", disse ao PÚBLICO João Gonçalves Pereira, que encabeça uma das propostas de delegados ao congresso por Lisboa.

A outra lista é liderada por Pedro Pestana Bastos, do movimento Alternativa e Responsabilidade, corrente crítica da direcção de Portas. O antigo ministro do Ambiente integra a lista nos primeiros lugares (em posição elegível), logo depois de Orísia Roque, da distrital de Lisboa, e de Adolfo Mesquita Nunes, actual secretário de Estado do Turismo.

Contactado pelo PÚBLICO, Luís Nobre Guedes disse ir nesta lista "com muito gosto". "Estou reconciliado com toda a gente. Não vou lá contra ninguém", disse, acrescentando que mantém a intenção de "dizer o que pensa, se for possível".

Mas ainda na segunda-feira á noite, num debate no Clube de Pensadores, em Gaia, Nobre Guedes disse que não gostava do autoritarismo e da autoridade da direita e que daí advinha "uma das divergências" com o presidente do partido e seu "amigo" Paulo Portas.

João Gonçalves Pereira rejeita qualquer hostilidade do partido relativamente ao antigo dirigente. Luís Nobre Guedes "é sempre bem acolhido" e "é um amigo de Paulo Portas e um amigo do CDS. E sabe que os congressos do CDS são momentos construtivos da vida do partido", afirmou o deputado e líder da concelhia de Lisboa.

Depois de adiado e de cancelado, o congresso do CDS marcado para 11 e 12 de Janeiro de 2014 mudou de lugar. Já não é na Póvoa de Varzim, como esteve marcado em Julho, por ser uma câmara onde o partido concorria sem coligação com o PSD, mas em Oliveira do Bairro, uma das duas câmaras que o CDS-PP ganhou no distrito de Aveiro nas autárquicas de 29 de Setembro.