Artes

O Funchal de Max Römer quatro décadas depois

"Na Madeira, em paisagem, não há o feio. Há o bonito, há o belo e o grandioso”, disse Max Römer numa entrevista ao Diário de Notícias a 21 de Janeiro de 1932. Fizemos um antes e depois com o Funchal do artista gráfico.

Funchal nocturno Enric Vives-Rubio
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Funchal nocturno Enric Vives-Rubio

Alemão de Hamburgo, Römer desembarcou no Funchal em 1922 e morreu, ainda no Funchal, em 1960. Foi antes do início da construção dos grandes empreendimentos que nas últimas décadas transformaram radicalmente a ilha. No Portugal de 2013, o que ao longo de quarenta anos este antigo desenhador foi passando para as suas telas, desenhos, aguarelas e para os postais e cartazes com que promoveu internacionalmente a Madeira, perfila-se como um sonho distante.

A “costa recortada e acidentada, toda ela altos promontórios e pequenas praias” que descreveu nessa entrevista, as “vertentes, cheias de cultura, em que o verde varia até ao inverosímil”… Sobre tudo isso há hoje um sem fim de casas, estradas e rotundas. As “povoações tão fortemente cheias de pitoresco” deixaram de se encontrar “em excesso”, agora submersas sob um manto de uniformização. E muitas das vistas deixaram mesmo de existir, estando hoje tapadas por prédios.

Römer, que foi talvez o maior marketeer da Madeira, surge agora como testemunho de um passado irrecuperável. A Casa das Mudas, no Funchal, dedica à sua obra uma grande exposição, a maior até hoje. O PÚBLICO fotografou o que está hoje nalguns dos espaços que o apaixonaram e que transpôs para a sua obra.

Pilar de Banger hoje
Pilar de Banger hoje Enric Vives-Rubio
Capa do livro "A Glimpse of Madeira" (1948)
Capa do livro "A Glimpse of Madeira" (1948) Enric Vives-Rubio
Vista da Estrada da Pedra Sina
Vista da Estrada da Pedra Sina Enric Vives-Rubio
Desenho da Praça do Infante (sem título e sem data)
Desenho da Praça do Infante (sem título e sem data) Enric Vives-Rubio
Praça do Infante
Praça do Infante Enric Vives-Rubio
“Capela da Srª da Conceição. Rua da Carreira” (1926)
“Capela da Srª da Conceição. Rua da Carreira” (1926) Enric Vives-Rubio
Capela da Sr.ª da Conceição
Capela da Sr.ª da Conceição Enric Vives-Rubio
“Fonte Imperatriz D. Amélia” (1933)
“Fonte Imperatriz D. Amélia” (1933) Enric Vives-Rubio
Fonte Imperatriz D. Amélia
Fonte Imperatriz D. Amélia Enric Vives-Rubio
“Calçada da Cabouqueira” (1940)
“Calçada da Cabouqueira” (1940) Enric Vives-Rubio
Calçada da Cabouqueira
Calçada da Cabouqueira Enric Vives-Rubio
“Capitania do Funchal” (1956)
“Capitania do Funchal” (1956) Enric Vives-Rubio
Capitania do Funchal
Capitania do Funchal Enric Vives-Rubio
“Hotel Belmonte” (1929)
“Hotel Belmonte” (1929) Enric Vives-Rubio
Hotel Belmonte
Hotel Belmonte Enric Vives-Rubio
“Funchal Nocturno. Vista do Lazareto” (1937)
“Funchal Nocturno. Vista do Lazareto” (1937) Enric Vives-Rubio
Funchal nocturno
Funchal nocturno Enric Vives-Rubio
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