Berardo diz que há uma “perseguição aos ricos” em Portugal

Berardo assegura que a sua colecção “não está à venda”
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Berardo assegura que a sua colecção “não está à venda” Pedro Cunha

Joe Berardo lamenta que em Portugal ser rico se tenha tornado num “pecado” e diz que está a ponderar levar investimentos para o estrangeiro. Isto apesar de a colecção de arte moderna ficar no país pelo menos até 2016.

O empresário Joe Berardo considera, numa entrevista à TSF e Dinheiro Vivo, que em Portugal “há uma perseguição aos ricos” e diz que não pode “continuar aqui nesta situação”, acrescentando que “o conselho que o Governo dá é para emigrarmos” e que pondera mesmo transferir investimentos para o estrangeiro.

Apesar das notícias que têm vindo a público sobre interessados na sua colecção de arte moderna, nomeadamente um empresário de Nova Iorque com ligações à Rússia – e que terá oferecido 750 milhões de euros –, Berardo assegura que “não está à venda” e desmente dificuldades financeiras. O comendador garante que a colecção ficará em Portugal pelo menos até 2016, data em que termina o acordo que fez com o Estado, mas Berardo admite que ainda que o Estado, apesar de ter opção de compra das obras, não terá dinheiro para o fazer.

A colecção de Berardo está avaliada em mais de 300 milhões de euros e é tida como uma dos melhores da Europa. Uma grande parte está exposta no Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Ainda na mesma entrevista, o empresário madeirense fala também de política para defender a saída de Alberto João Jardim do governo regional da Madeira. “Não pode continuar. Tem de haver sangue novo. Não vou dizer que o sucessor deve ser este ou aquele; mas o tempo de dirigir a Madeira com bocas já passou. Ele devia sair pela porta da frente e os madeirenses deviam agradecer-lhe o trabalho que ele fez até agora”, justifica.

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