Ministro da Administração Interna

Miguel Macedo considera que caso Relvas é da “competência exclusiva” de Passos Coelho

O ministro frisou que a "responsabilidade da feitura do Governo é do primeiro-ministro"
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O ministro frisou que a "responsabilidade da feitura do Governo é do primeiro-ministro" Foto: Daniel Rocha

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recusou nesta segunda-feira fazer considerações sobre o denominado “caso Relvas”, afirmando que esta é uma matéria da “competência exclusiva e única do primeiro-ministro”.

“Não tenho que fazer considerações sobre essa matéria, é uma competência exclusiva e única do primeiro-ministro. Não faz sentido que haja outras considerações”, disse o ministro. Miguel Macedo falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de protocolos com a Câmara Municipal de Lisboa para a futura instalação do Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa e no âmbito do sistema de Segurança Contra Incêndios.

O governante frisou que a “responsabilidade da feitura do Governo é do primeiro-ministro e o primeiro-ministro é que avalia em cada momento a situação de cada um dos elementos que integram” o Executivo. “É irrelevante a opinião de ‘a, b ou c’ sabendo-se, como se sabe, que a única, última e exclusiva palavra nesse domínio é do primeiro-ministro”, acrescentou.

Quanto às manifestações convocadas para esta tarde em Lisboa, Porto e Coimbra para exigir a demissão do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o ministro disse ser um “direito absolutamente legítimo em democracia”.

A polémica a envolver o ministro Miguel Relvas começou com o chamado “caso das Secretas”. Depois, o governante foi acusado de pressões sobre uma jornalista do PÚBLICO e há cerca de duas semanas surgiu uma nova polémica relativa à licenciatura em Ciências Políticas que tirou num ano, na Universidade Lusófona.

De acordo com o processo do aluno que a Lusófona disponibilizou para consulta, foram atribuídos 160 créditos a Miguel Relvas no ano lectivo 2006/2007, pelo que apenas teve de fazer quatro das 36 cadeiras no curso de Ciência Política e Relações Internacionais.