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As crianças soldados fora dos filmes e muito pouco para celebrar

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Têm direito à igualdade, independentemente do género, nacionalidade ou religião, têm direito à alimentação, à educação, a cuidados de saúde, têm direito a um nome. O documento existe: chama-se Declaração Internacional dos Direitos da Criança e foi adoptada pelas Nações Unidas em 1959. Hoje é dia de celebração – deliberou-se que é o Dia Mundial da Criança, sinal de que todos os dias não são delas, como devia ser. Podíamos celebrar. Mas cruzamo-nos com isto, com crianças fotografadas mais de 40 anos depois de uma resolução da ONU que pouco resolveu. Gostamos de o imaginar como cenas de filmes históricos, de uma história longínqua e infeliz onde as crianças eram soldados. Recentemente, o Tribunal Penal Internacional considerou o rebelde do Congo Thomas Lubanga culpado por ter recrutado crianças durante a guerra civil do país. A Invisible Children chocou o mundo com o vídeo sobre as crianças soldados no Uganda, numa campanha para capturar o senhor da guerra ugandês Joseph Kony. Em todo o mundo, a ONU estima que sejam mais de 100 mil as crianças em cenário de guerra. Hoje, temos pouco para celebrar.

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