Entrevista a Bruno de Carvalho

“O problema com a minha candidatura surgiu por ter dito: ‘Vocês não vão ganhar””

"Vamos contratar jogadores de valor reconhecido, mas que não estoirem um orçamento", diz o candidato
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"Vamos contratar jogadores de valor reconhecido, mas que não estoirem um orçamento", diz o candidato Miguel Manso

Foi o primeiro dos candidatos a oficializar a sua candidatura à presidência do Sporting. Em poucas semanas Bruno de Carvalho passou a personificar a mudança e o corte com o passado e com forte adesão dos sócios. Bastante criticado pelos seus adversários, o responsável pela Fundação Aragão Pinto diz-se alvo de uma campanha caluniosa e garante representar a única candidatura com um verdadeiro programa e um projecto ambicioso para o clube e para potenciar já o futebol leonino.

Tem actualmente complexos em ser sportinguista?

Não, nunca o tive. Fico apenas triste que haja alguns sportinguistas que durante esta campanha estejam a dar uma péssima imagem do clube e de nós enquanto família.

Mas o slogan da sua campanha é “Por um Sporting sem Complexos”…

O que eu acho é que as últimas direcções têm demonstrado um Sporting cheio de complexos, tanto ao nível da gestão, como perante as arbitragens, os seus rivais, as ambições, os credores, os parceiros e são ainda complexados perante os sócios. É isso que nós não queremos. O que pretendemos é um Sporting que se assuma, de uma vez por todas, como o maior clube português e um dos maiores clubes mundiais. Queremos um novo ciclo no Sporting.

Até agora, nunca se tinha manifestado em relação ao passado. Apoiou inclusivamente Soares Franco e José Bettencourt e esteve envolvido nas comemorações do centenário…

Isso é tudo falso. Dentro do Sporting estou activamente há cerca de oito anos. As pessoas têm de fazer o seu percurso e a primeira coisa que eu quis fazer dentro do clube, foi conhecê-lo e servi-lo. Assim o fiz, como patrono das bolsas dos Leões de Portugal, associado dos Leões de Portugal, com a Fundação Aragão Pinto, sendo patrocinador do hóquei patins de formação, passando depois para vice-presidente desta modalidade. Em suma, tenho feito um trabalho de conhecimento dentro do próprio clube.

Foi uma espécie de formação?

Não vale a pena andarmos a dizer mal só por dizer, mas sim, quando tivermos algo para dizer, e eu tinha-o desta vez, saber claramente o que é que estamos a dizer, para que é que o dizemos e o que é que pretendemos. Nos últimos anos, o Sporting tem sido um mar de pessoas que têm sempre criticado muito, mas o problema é apontar soluções e ter reais possibilidades de fazer algo. Não valeria a pena dizer, fosse o que fosse, de forma pública, se não fosse para apontar que represento uma alternativa e um novo caminho. Achei que este era o momento ideal de me apresentar publicamente, quer pelo conhecimento que adquiri do Sporting, quer pela minha vida pessoal, quer pela possibilidade de trazer uma maior valia para o clube.

Mas apoiou anteriores dirigentes?

Vamos desmistificar isso. Eu nunca apoiei Filipe Soares Franco e qualquer tentativa de me colarem a esse dirigente é totalmente falsa. Escrevi inclusivamente no site centenáriosporting.com artigos contra o caminho que o Sporting estava a levar. Em relação a José Eduardo Bettencourt, o que tem sido dito também não é verdadeiro. Nas vésperas das eleições de 2009, participei em diversas reuniões que tinham por objectivo convencer Isabel Trigo de Mira a candidatar-se à presidência. Algumas delas, ocorreram já depois de se saber que Bettencourt iria avançar. Isabel Trigo de Mira, a quem garanti todo o meu apoio, acabou por não avançar e, de repente, foi substituída por Paulo Pereira Cristóvão. Face a isto, fui claro a comunicar que estava fora de questão o meu apoio, já que era uma pessoa que não me transmitia a menor confiança e o seu discurso não me agradava nada. Para mim, representava uma solução “à picareta” para o Sporting. Decidi então votar em José Eduardo Bettencourt, que, na minha opinião, poderia representar um misto de presidente sócio-gestor, mas prometi a Isabel Trigo de Mira o meu voto para o conselho leonino, na lista onde ela estava integrada [candidatura de Paulo Pereira Cristóvão]. Não participei em nenhum género de festa pela vitória de Bettencourt, votei nele, mas mais por demérito de Paulo Pereira Cristóvão, que deu agora uma cambalhota e surge numa lista de completa continuidade e submissão aos credores. Devo acrescentar que Bettencourt foi o presidente que melhores condições teve para fazer um bom trabalho, mas demonstrou claramente que não era um líder. Acho que o seu trabalho não vai deixar memória dentro do Sporting.

A sua mensagem tem tido sucesso junto de muitos sportinguistas. Confia na vitória?

Não é uma questão de confiança. Cada dia que passa e cada apoio que recebo aumenta o meu sentimento de responsabilidade. Temos assistido a algo que as pessoas pensaram que nunca iria acontecer: nas apresentações de listas e em cada sessão de esclarecimento que fazemos, verificamos a presença de centenas de sócios, desde os mais jovens aos mais antigos. Por exemplo, na apresentação das listas para os órgãos sociais, em 300 pessoas, mais de metade eram sócios muito antigos do Sporting [que representam um maior número de votos]. Isto sim, tem assustado as outras candidaturas. Acima de tudo, estou feliz por estar a conseguir fazer, apenas numa candidatura, tudo aquilo que idealizo para o Sporting do futuro. Ou seja, esta tem sido uma candidatura responsável, sem fugas de informação, consciente, que vai cumprindo tudo aquilo que promete e, acima de tudo, agregadora dos sócios. Não vou deixar-me iludir por sondagens ou estudos de opinião, mas fico feliz por saber que a mensagem está a passar e, com um sentido de responsabilidade tremendo, por existirem fortíssimas probabilidades de poder vir a servir o Sporting, mais uma vez, a partir de dia 27 [um dia depois das eleições] e de conseguir virar uma página importantíssima para este clube.

As fortes críticas de que tem sido alvo estão a fortalecer a sua candidatura?

Nunca me importei com críticas, mas o que está aqui em causa são calúnias. Esta campanha de difamação tem início com uma declaração do engenheiro Godinho Lopes, que me acusou de ser um “Vale e Azevedo de terceira categoria”. A partir desse momento, começou uma luta de difamação. Antes disso, os principais argumentos contra mim, eram que eu era novo de mais, imaturo, mas ambos caíram por terra. Depois, partiu-se para a vida profissional e até com avisos que haveria questões na minha vida pessoal. Tudo isto começou com Godinho Lopes, logo capitaneado por Pedro Baltazar. Por isso é que eu digo que são exactamente a mesma candidatura, com um a dizer mata e outro a dizer esfola. A calúnia maior deu-se no Correio da Manhã [com uma notícia sobre a situação das empresas de Bruno de Carvalho]. Esse jornal telefonou-me antes de publicar a notícia que eu refutei, ponto por ponto, e disse que era mentira. Mesmo assim, quiseram avançar. Passado um dia ou dois, foi entregue ao jornal cópias de todos os processos, com todas as certidões e todos os registos, demonstrando que as informações publicadas eram enganosas e, muitas delas, falsas. A este respeito, o jornal publicou apenas um quadradinho com o título “Processos de Carvalho”, não dando nenhuma relevância, nem possibilitando um desmentido com uma dimensão similar à notícia.

Então não é verdade que as suas empresas tenham dívidas?

Não há nenhuma empresa minha que deva a nenhuma empresa. Pelo contrário, tenho processos de vários milhões de euros contra outras empresas que me estão a dever. Darei as provas a toda a comunicação social que o solicitar. Portanto, o que tem estado em causa nesta campanha não são críticas, mas sim calúnias e infâmias, esquecendo que eu, antes de candidato, sou homem, profissional, filho e pai. Depois, há outras coisas que a comunicação social parece não ter tanto interesse em investigar, como por exemplo a minha actividade na Fundação [de solidariedade social] Aragão Pinto, que fundei em 2009 para cumprir um sonho: fazer uma organização que ajudasse milhares e milhares de crianças [desfavorecidas e deficientes] de forma gratuita. Tem tido apoios mínimos e tudo tem sido feito pelos meios que eu coloquei à sua disposição. Quanto ao mar de calúnias sobre mim, penso que quem sai a perder são os meus adversários.

Esta tem sido uma campanha diferente no Sporting…

Sabe porquê? Porque as listas destes senhores, têm sempre a vitória garantida antes das eleições. O problema é que, finalmente, surgiu alguém que lhes disse “não, vocês não vão ganhar!” Cada dia que passa, mais os sportinguistas interiorizam que o engenheiro Godinho Lopes tem realmente uma forte probabilidade de perder as eleições, sobretudo porque não tem um projecto, não tem um rumo e não tem soluções financeiras. Ele foi avançando com uma série de falácias para os sócios. Por exemplo, disse que andou a negociar com os bancos, quando as contas do clube são sigilosas e não podem ser apresentadas a candidatos, nem são negociadas soluções com candidatos, com certeza absoluta. Ou ele foi falacioso, ou algo aqui se passou que não é legal. Veio depois dizer que tinha uma solução para os défices e tinha arranjado o dinheiro que faria falta até ao final da época. Mas, depois de uma reunião entre os restantes candidatos e o conselho directivo do clube, foi comunicado que não haviam problemas financeiros de tesouraria até ao final da temporada.

Mas o actual responsável interino pelo clube, o engenheiro Nobre Guedes [que prestou a informação aos candidatos], integra a lista de Godinho Lopes?

Godinho Lopes disse que começou logo a colher informações junto desse elemento, que depois escolheu para a lista. Ele não se comportou minimamente como candidato, mas como uma pessoa que achou que tinha as eleições ganhas. Depois, como encontrou alguém que foi criticando o seu passado no Sporting e o rumo que estava a levar nestas eleições, entrou em perfeito desespero e numa política de calúnia.

Considera que tem experiência suficiente para liderar um grupo empresarial como o Sporting?

Não tenho dúvida nenhuma que sim, mas quero primeiro desmistificar essa complexidade empresarial. O Sporting, no seu início, era um conjunto complexo de empresas, mas nesse momento já quase todas essas empresas passaram para a SAD [Sociedade Anónima Desportiva, que gere o futebol]. Actualmente é mais um conjunto de empresas por explicar e que têm de ser justificadas aos sócios. A Sporting SAD tem um volume de negócios que ronda os 40 e tal milhões de euros, o que não é assustador para ninguém. Eu fico um pouco siderado quando pessoas com 50 anos, como é o Pedro Baltazar, dizem que sou novo demais para conseguir um apoio de 50 milhões de euros [valor do seu fundo para o futebol, com investidores russos], só porque ele não o consegue. Comecei a minha vida empresarial muito cedo, com 19 anos. Não herdei empresas, trabalhei na área da construção, mas nunca construi um estádio que nem futebol dá para lá jogar. Há pessoas que realmente querem demonstrar que têm uma maturidade tremenda para gerir o Sporting, mas aquilo que se vê da sua gestão do clube, é um conjunto de disparates. Prefiro, neste caso, a minha experiência empresarial, que fez com que aos 37 anos pudesse fazer uma das fundações mais conceituadas no apoio a quem precisa, do que ter um passado tão recheado de infortúnios no Sporting. Os investidores que consegui e apresentei publicamente para o meu fundo, podem determinar que tipo de pessoa e profissional sou no mundo empresarial. E, até ao dia de hoje, e espero que no futuro, nunca fui arguido e nunca tive nenhum problema na minha vida profissional. O Bruno de Carvalho começou por ser um “puto”, passou depois para um “Vale e Azevedo de terceira” e agora é um “Jorge Gonçalves” com “unhas” que podem ter algum género de veneno nas suas pontas. Eles não sabem como atacar mais.

Se não ganhar, irá reservar uma posição para o futuro?

Não. Eu sempre disse que o único futuro que me interessa é o de dia 27. Caso não vença, o que não acredito que aconteça, não serei o bastião da truculência no Sporting. Se os sócios acharem que eu não sirvo para a presidência, também não sirvo para a oposição.

Mesmo que essa oposição seja legitimada por votos?

Uma oposição para quê? Para afundar mais o Sporting? Quero acima de tudo que os sócios façam do dia 26 a final da “Liga dos Campeões”, que o Sporting jogue contra aqueles que não querem, efectivamente, bem ao clube. Se ganhar, vou ter uma equipa dedicada diariamente ao Sporting, tenho soluções para terminar com os défices de tesouraria. Serei sempre aquele que darei a cara, para ouvir aquilo que os sócios terão para me dizer e vice-versa. Se há coisa que sei é o que quero e o que não quero para o clube, mas não tenho a mania de que sou iluminado, nem de que posso abdicar de qualquer sportinguista por ter uma opinião igual ou diferente. Agora, não serei hipócrita para dizer que vou contar com estas pessoas que me andam a caluniar, até porque acho que o Sporting não precisa delas, de forma alguma.

Não tem receio do enorme passivo do Sporting?

Já o conhecia, respeito-o, mas tenho 93 medidas no meu programa para, cada uma delas, contribuir para a sua diminuição. Há soluções para este passivo de 300 milhões de euros.

Qual é a sua opinião acerca do projecto de reestruturação, nomeadamente o lançamento das VMOC [Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis, no caso, em acções]?

A operação que foi feita destinou-se a fazer sair o Sporting da falência técnica e abater o passivo. Esta foi a reestruturação que foi aceite pelos sócios. Não sei se era realmente importante deixar de estar, neste momento, em falência técnica, até porque os nossos rivais estão na mesma situação e vivem bem com isso. Eu não teria seguido este caminho, mas está feito. O meu projecto é apoiado num modelo de negócio muito concreto, apesar das pessoas só falarem no fundo para o futebol. Ele é muito mais do que isso. Para ficar claro, o meu modelo de negócio apoia-se claramente no investimento em jogadores, com o risco diluído por parte dos investidores e as mais-valias, repartidas em 60 por cento para o Sporting e 40 por cento para os investidores, mas apoia-se igualmente, para a sustentabilidade financeira, na agregação do universo leonino, com os respectivos aumentos das quotizações, da fidelização dos sócios, vendas de gameboxes, de bilhetes para os jogos, numa política de estádio sempre cheio. Para tal, é fundamental o regresso do sonho aos sportinguistas, dos títulos, das conquistas, e renegociar, olhos nos olhos, com os parceiros e credores. Para um parceiro nosso meter publicidade no estádio, será diferente ter dez mil pessoas ou o recinto cheio. O nosso modelo de negócios implica um Sporting novo.

Quer manter a maioria accionista da SAD quando os VMOC forem convertidos em acções?

Sim e isso está muito bem expresso no meu programa. A possibilidade de conversão dos VMOC pode ocorrer logo ao fim do segundo ano, em 2013 [quando ocorrer os bancos credores passarão a ter a maioria accionista, com 61 por cento], mas terá de acontecer obrigatoriamente até 2016. Estimamos que são necessários 16 milhões de euros para o clube controlar 51 por cento e vamos propor aos bancos um empréstimo back to back. Significa isto que a banca emprestará ao Sporting 16 milhões de euros, mas o clube não mexe no dinheiro. A entidade bancária não terá nenhum motivo para não aceitar, porque o empréstimo não representa qualquer risco, já que o dinheiro, na realidade, não sai do banco e servirá de garantia do próprio empréstimo. Não irá, por outro lado, agravar o problema financeiro do Sporting, a não ser quando tiver necessidade de o utilizar. Nessa altura, temos previsto dar como garantia um ou dois activos do plantel.

Irá ter uma boa relação com a banca credora?

Certamente. E o que os bancos credores querem é uma direcção que negoceie com eles, olhos nos olhos, porque significa que, finalmente, há um projecto sólido para o Sporting. Não sou nem nunca fui contra a banca, mas não aceito que pessoas ligadas à banca queiram vir mandar para o Sporting. Isso não faz sentido nenhum.

Está a falar de José Maria Ricciardi [presidente do Banco Espírito Santo de Investimento, membro do conselho fiscal de Bettencourt e candidato ao conselho fiscal da lista de Godinho Lopes]?

Por exemplo. Ou uma pessoa encarna um projecto e avança para uma candidatura, ou estar sempre dentro de uma lista e nos órgãos sociais, mas sem ser a cabeça, é estranho. Não se pode estar sempre imiscuído dentro de listas, a fingir que não se tem nada a ver com a coisa, para depois o Sporting levar sempre este rumo de reestruturações que não o fazem ser campeão. Agora, eu sei que os próprios bancos não querem isso. Eles estão no Sporting porque acreditaram, investiram e querem receber o seu retorno, algo que não podem sufocando o clube. Não são as entidades credores, na figura dos seus responsáveis máximos, a quererem uma situação destas. Para o Sporting corresponder às expectativas dos bancos, tem de ter um projecto vencedor. Neste momento, está a perder associados, a união e não ganha na sua muleta fundamental que é o futebol.

Se vencer as eleições vai renegociar o serviço da dívida

Se vencer, tenho logo duas coisas para fazer: a primeira será, a nível interno, a alteração estatutária (está feita e parada há sete meses); a segunda, será renegociar junto dos bancos credores a dívida, com todas estas possibilidades atractivas que tenho para o clube. Até acho que vão ser mais receptivos comigo, já que sou a única candidatura que apresenta, garantidamente, novos parceiros de investimento, com muita força para o Sporting.

Os investidores russos foram muito criticados, com a sua honorabilidade posta em causa…

A verdade que custa é eu ter voltado a cumprir com a minha palavra e a apresentar os investidores. Com as calúnias sobre este fundo, os outros candidatos acabaram por se prejudicar a si próprios e ao Sporting. É que caso eu não vença as eleições, os investidores já me comunicaram que não querem trabalhar com outro presidente. Este acordo, que é magnífico para o Sporting, acabou condicionado à minha vitória, mas não por minha culpa.

Vai avançar com uma auditoria independente se for eleito?

Sim, porque ela é fundamental sobretudo para ter um diagnóstico de um trabalho difícil que tenho para fazer, para corrigir e atacar os assuntos que são importantes para o Sporting. Servirá também para terminar, de uma vez por todas, com o clima de suspeição que se vive no clube, para o relógio voltar a zero.

Como espera o Sporting, no curto prazo, pagar os ordenados aos jogadores que vier a contratar?

O Sporting não vai entrar com um tostão na compra dos novos jogadores, já que será um investimento do fundo, a 100 por cento, apesar de todas as decisões serem tomadas em Alvalade (através de uma equipa de gestão). Se assim não fosse, para contratar jogadores, teria de despender dinheiro. Vamos contratar jogadores de valor reconhecido, mas que não estoirem um orçamento, que se pretende muito bem definido para a área do futebol. Será uma equipa especializada a gerir, tostão por tostão, o dinheiro do Sporting.

Como vai estruturar o futebol?

Augusto Inácio e Virgílio e uma terceira pessoa irão controlar tudo aquilo que tenha a ver com o futebol. Uma será vocacionada para a equipa principal, outra para a formação e a terceira para o que se chama os negócios e logísticas. Toda esta estrutura, supervisionada por mim, é que irá fazer a gestão: as compras, as vendas, as gestões de carreiras, os sistemas tácticos, a interligação entre a Academia e a equipa principal, a redução do plantel, a criação da equipa B, quem sai e entra, os direitos de opção de jogadores, etc. Nem os nossos rivais têm nada similar.

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