Interrogado pela polícia

Renato Seabra terá confessado homicídio de Carlos Castro

Carlos Castro
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Carlos Castro Daniel Rocha/Arquivo

O modelo português Renato Seabra terá confessado à polícia de Nova Iorque que matou e que mutilou sexualmente o cronista social Carlos Castro, segundo avança o tablóide norte-americano "New York Post", que escreve que o suspeito foi acusado de homicídio em segundo grau, o equivalente a homicídio simples segundo o sistema judicial português.

O PÚBLICO contactou a polícia nova-iorquina que confirmou a acusação mas escusou-se a avançar pormenores sobre o que Renato Seabra terá confessado.

Pelo crime de homicídio, Seabra enfrenta a pena perpétua, a máxima no Estado de Nova Iorque, além de impossibilidade de liberdade condicional. A extradição é pouco habitual nestes casos.

De acordo com o "New York Post", Seabra, de 20 anos, justificou a mutilação dizendo que queria livrar Carlos Castro, de 65 anos, de “demónios homossexuais”. Seabra terá, contudo, negado manter qualquer relacionamento com o cronista português, corroborando a tese que a sua mãe avançou antes de partir para Nova Iorque.

Ainda assim, terá afirmado à polícia na ala psiquiátrica do Bellevue Hospital, onde foi internado depois de ter feito cortes nos pulsos, numa aparente tentativa de suicídio: “Já não sou gay”.

O New York Post escreve ainda que Renato Seabra terá confessado que fingiu ser homossexual para usar Carlos Castro como trampolim para a sua carreira. O modelo terá ainda dado informação sobre a mutilação genital, explicando que utilizou um saca-rolhas, que espetou também num olho, depois de ter agredido a vítima durante mais de uma hora, nomeadamente com o monitor de um computador.

Segundo revelou a autópsia, a morte de Carlos Castro – encontrado sem vida na sexta-feira, no luxuoso e recém-inaugurado Hotel Intercontinental, próximo de Times Square, em Nova Iorque – foi causada por “lesões por impacto brusco na cabeça” e “compressão na garganta”. A informação foi avançada pela porta-voz do serviço de medicina legal de Nova Iorque, Ellen Borakove.

De acordo com o sargento Hayes, da polícia de Nova Iorque, Seabra foi detido de madrugada num hospital onde recebera tratamentos, sendo posteriormente levado para a unidade psiquiátrica do hospital Bellevue, na zona leste de Manhattan, para observação médica. A polícia não revela se na altura o suspeito apresentava sinais de distúrbios ou de consumo de estupefacientes. “Agora cabe aos médicos determinar quando ele pode sair”, adiantou. Fonte hospitalar ouvida pela Lusa no local adiantou que é habitual que o estado de observação dure um a dois dias.

Fonte da polícia de Nova Iorque adiantou ao PÚBLICO que Renato Seabra será presente ao promotor público assim que a unidade psiquiátrica do hospital Bellevue considere que o jovem está apto para prestar novas declarações.

Seabra e Castro estavam em Nova Iorque de férias desde o final do ano passado e deveriam voltar apenas a 15 de Janeiro. O modelo participou recentemente em Portugal no concurso televisivo “À Procura do Sonho”.

Notícia actualizada às 14h45
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