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Benfica acelera em direcção ao título nacional

Saviola apontou o segundo golo do Benfica
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Saviola apontou o segundo golo do Benfica Nacho Doce/Reuters

O Benfica continua imparável. Leva 13 jogos consecutivos sem perder na Liga, está à beira dos 60 golos e, mesmo sem alguns dos seus habituais titulares, derrotou um Paços de Ferreira duro de roer (3-1), pondo fim a uma série de sete jogos dos pacenses sem perder. Moral da história: a oito jornadas do fim, leva três pontos de avanço sobre o Braga. É a vantagem mais alargada que a equipa da Luz já teve nesta época, o que abre excelentes perspectivas para o título.

A tradição mostra que na Luz, entre Benfica e Paços, há sempre muitos golos. E cedo se percebeu que este jogo não seria diferente. Bastaram 12 minutos e alguns segundos para os adeptos benfiquistas celebrarem um golo e afastarem os receios pelas ausências de Aimar e Ramires.

É que, mesmo com um meio-campo sem três habituais titulares, o Benfica encontrou o caminho para o golo, muito graças à arte de Di María, que construiu a jogada do primeiro, apontado por Ruben Amorim (13’), e assistiu Saviola para o segundo (17’). Dois golos que exemplificam duas das principais armas do Benfica: o bom rendimento das segundas escolhas e a capacidade goleadora dos avançados – Cardozo e Saviola somam juntos 29 golos na prova, mais do que 12 das 16 equipas da Liga: Sporting, Leiria, V. Guimarães, Nacional, P. Ferreira, Rio Ave, Naval, Académica, Olhanense, 
V. Setúbal, Leixões e Belenenses.

A ganhar por 2-0 e com um Di María endiabrado a transformar a defesa do Paços de Ferreira numa defesa de papel, pareciam abertas as portas para mais uma goleada. O que só não ganhou forma porque, depois do Benfica goleador, apareceu o Benfica perdulário. Saviola não acerta sempre, Cardozo não estava com a cabeça no sítio e Carlos Martins estava com o pé virado para a bancada.

A euforia reinava na Luz, mas daria lugar a alguma preocupação. Ulisses Morais equilibrou a equipa, ao tirar Manuel José (sem pés nem cabeça para deter Di María) e lançar Candeias. Maykon recuou para defesa-esquerdo e seria ele a oferecer o golo a William, que foi mais rápido do que Coentrão e bateu Quim (43’).

O último quarto-de-hora da primeira parte, no entanto, foi apenas um interregno no domínio do Benfica. A atitude positiva do Paços era louvável e a equipa de Jesus não tinha o brilhantismo de outras noites, mas jogava mais do que o suficiente para ganhar claramente. E o golo de Cardozo, cujo remate ainda desviou num adversário (58’), acabou com a resistência dos pacenses.

Benfica e Paços voltavam a presentear os adeptos com muitos golos (a média é quatro) e a conta só não aumentou graças a Coelho. O elástico guarda-redes foi defendendo muito do que lhe apareceu pela frente, fosse Cardozo isolado, Carlos Martins de longe ou Maxi na área. E até a barra (54’) impediu Di María de marcar. Ainda não foi desta que o Benfica atingiu o golo 60 no campeonato (falta um), mas Jorge Jesus levou para casa o que mais queira: a vitória e três pontos de vantagem sobre o Sp. Braga. O caminho para o título está cada vez mais desimpedido.

POSITIVODi María

Ainda tem alguns momentos de insensatez, mas as boas jogadas compensam largamente esses defeitos. Está em grande forma e só a barra evitou que marcasse.


Saviola

Sem Aimar e com Martins desinspirado, foi ele quem melhor acompanhou Di María, jogando e fazendo jogar. E marcou pela 11.ª vez na Liga.


NEGATIVOManuel José

Esteve 31 minutos em campo e isso diz muito. Teve uma noite de pesadelo e frente a Di María. Foi pelo seu lado que o Benfica ganhou.


Ficha de jogo

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa. Assistência 42.971 espectadores.


Benfica

Quim 6, Maxi Pereira 5, Luisão 6, David Luiz 6, Fábio Coentrão 5, Airton 6 (Felipe Menezes -, 71’), Ruben Amorim 6, Carlos Martins 5 (Sidnei -, 79’), Di María 7, Saviola 7 (César Peixoto -, 82’) e Cardozo 6.

Treinador

Jorge Jesus

P. Ferreira

Coelho 6, Manuel José 4 (Candeias 6, 31’), Ricardo 5, Danielson 5, Jorginho 5, Livramento 5 (Fábio Pacheco -, 65’), Leonel Olímpio 5, Bruno 5, Pizzi 6 (Davidson -, 64’), William 6 e Maykon 6.

Treinador

Ulisses Morais

Árbitro

Artur Soares Dias 6, do Porto

Amarelos

Di María (38’), Luisão (45’), Saviola (62’), Davidson (75’)

Golos

1-0, por Ruben Amorim, aos 14’; 2-0, por Saviola, aos 17’; 2-1, por William, aos 43’; 3-1, por Cardozo, aos 59’

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