Annan renova o apelo à intervenção urgente no país

EUA garantem que acompanham a situação da Libéria

Os combates entre as forças leais ao Governo e os rebeldes têm-se intensificado Kim Ludbrook/EPA

Os mais altos conselheiros do Presidente norte-americano, George W. Bush, discutiram hoje a situação na Libéria e a melhor forma de chegar à paz no país, onde nas últimas semanas se têm intensificado os combates entre as forças leais ao Presidente Charles Taylor e os rebeldes dos Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (LURD).

"Discutimos activamente a melhor forma de apoiar os esforços internacionais para ajudar a Libéria a encontrar a paz e o Estado de Direito", disse aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.

A administração Bush garante estar "fortemente empenhada nas negociações com os governos da região para sustentar as negociações destinadas a por em prática uma transição que conduza a novas eleições no país".

"A situação está actualmente calma em Monróvia", a capital liberiana, e a "maioria dos revoltosos parecem estar a retirar-se das suas posições anteriores", continuou Fleischer.

Já ontem, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, tinha anunciado que esteve reunido com altos responsáveis para analisar a situação na Libéria. "Examinámos toda uma série de opções e planos e discutiremos com maior detalhe [a situação] terça-feira [hoje]", disse o chefe da diplomacia de Washington ao canal de televisão norte-americano PBS, sublinhando que existe um "sentimento de urgência" face à situação na Libéria.

Apesar de os Estados Unidos não terem manifestado interesse em integrar uma força multinacional de paz para a Libéria, os países africanos vizinhos exigem, na sua maioria, que seja Washington a liderar a missão.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que já tinha apelado a uma intervenção urgente na Libéria, voltou hoje a apelar ao Conselho de Segurança da ONU para que seja mobilizada uma força multinacional de intervenção.

"A situação é urgente, é trágica e pretendo uma decisão imediata e rápida", afirmou Annan, em conferência de imprensa.

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