GPS - Grande Portal das Sondagens
Todos os caminhos da opinião pública até às eleições
Seguro mantém 35 pontos de vantagem sobre Ventura a três dias da segunda volta
Após a primeira volta de 18 de Janeiro, António José Seguro e André Ventura disputam a segunda volta a 8 de Fevereiro. As sondagens mostram Seguro como favorito, mas a eleição ainda não está decidida.
Este modelo estatístico executa dez mil simulações da segunda volta com todas as sondagens publicadas e corrige o erro histórico calibrado com dados portugueses desde 2011. O objectivo não é "acertar" no vencedor, mas expor o leque de resultados plausíveis e as suas probabilidades relativas.
Probabilidade de vir a ser Presidente da República
Probabilidade de cada candidato vencer a segunda volta a 8 de Fevereiro.
Simulação da segunda volta das Presidenciais 2026
Percentagem de votos em dez mil segundas voltas simuladas. Quanto mais carregada for uma cor, mais vezes aquele candidato obteve aquela percentagem de votos.Simulações actualizadas a cada nova sondagem publicada.
Sumário dos resultados eleitorais simulados (segunda volta): António José Seguro com mediana de 65% dos votos , André Ventura com mediana de 35% dos votos ,
António J. Seguro
Vence em 96 de 100 eleições simuladas
André Ventura
Vence em 4 de 100 eleições simuladas
Tabela de probabilidades por candidato
| Candidato | Mediana de votos | Probabilidade de vitória |
|---|---|---|
| António José Seguro | 65% | 96% |
| André Ventura | 35% | 4% |
| Baseado em 10.000 simulações eleitorais. Última atualização: 06 de fevereiro de 2026, 14:47 | ||
Resumo da situação
Se a primeira volta das presidenciais foi uma pródiga em ultrapassagens e surpresas, a segunda volta histórica em Portugal não tem apresentado grandes surpresas.
A viagem do nosso GPS Presidencial chega, por isso, ao fim. Adicionamos a última leva da tracking poll da Pitagórica e não se espera, a poucas horas do dia de reflexão, que uma nova sondagem seja publicada.
António José Seguro mantém a probabilidade de vir a ser Presidente da República que manteve desde o início da segunda volta: 96%. Este valor tem-se mantido praticamente inalterado desde as primeiras sondagens realizadas após a ida às urnas de 18 de Janeiro, antecipando poucos cenários em que André Ventura consiga surpreender.
Mas, já o escrevemos mil vezes, uma probabilidade alta não é uma garantia. E é fácil achar que 4% de probabilidade é pouco. Já aqui usamos a analogia da turma de 25 alunos. Correndo o risco de nos repetirmos, reforçamos com outro exemplo: pegue numa moeda e lance-a ao ar cinco vezes. Sair sempre cara é algo difícil de acontecer, mas apostaria algo que lhe é bastante caro em como não sairia? Sair cinco vezes a mesma face da moeda tem uma probabilidade de 3,1%.
A não ser que a instabilidade atmosférica se venha a reflectir numa abstenção fora do normal que aumente a incerteza dos resultados, as sondagens dão uma vitória confortável a António José Seguro na segunda volta. Resta votar e aguardar pela contagem dos votos.
Transferências de voto
Pouco tem mudado na forma como os eleitores dos candidatos eliminados na primeira volta estão a redistribuir os seus votos:
- Seguro e Ventura não parecem perder eleitorado um para o outro. 98% daqueles que votaram Seguro na primeira volta indicam querer manter o sentido de voto. Ventura parece ter um valor de "arrependidos" um pouco maior: 96% diz que manterá o seu voto;
- O eleitorado de Cotrim Figueiredo continua a ser o mais relutante em votar em António José Seguro. Os dados agregados das sondagens que perguntaram sobre a transferência de voto indicam que 53% do eleitorado liberal vai votar em Seguro e 18% em André Ventura. Os restantes votarão em branco ou optam pela abstenção.
- No eleitorado de Gouveia e Melo e Marques Mendes, a transferência de voto favorece mais Seguro: 70% dos que votaram Melo dizem que vão votar no socialista; a mesma percentagem dos eleitores de Marques Mendes indica que vai votar em Seguro.
Uma primeira volta de surpresas
A primeira volta trouxe-nos um resultado que as sondagens não captaram na totalidade. António José Seguro passou de uma média de 21% nas sondagens para 31% dos votos efectivamente contados. André Ventura, por sua vez, comportou-se exactamente como previsto: os 23,5% obtidos encaixam confortavelmente na previsão mediana do modelo.
Seguro é o claro favorito para a segunda volta, mas a primeira volta mostrou que as surpresas são possíveis e que as sondagens, por mais sofisticadas que sejam, captam tendências, não certezas.
Como evoluiu a intenção de voto na segunda volta
Sondagens publicadas e tendência estimada, em %. Sondagens anteriores à primeira volta reflectem respostas hipotéticas a perguntas como: "Caso António José Seguro e André Ventura passem à segunda volta, em qual dos dois votaria?". Arraste para explorar
O tamanho das bolas varia conforme o tamanho da amostra de cada sondagem.
Transferência de voto
Como os eleitores dos candidatos eliminados na primeira volta dizem que vão votar na segunda, de acordo com as sondagens publicadas.
Abstenção inclui brancos, nulos e eleitores que manifestam a vontade de não ir votar na segunda volta.
| Candidato (1.ª volta) | Para Seguro | Para Ventura | Indecisos | Abstenção |
|---|---|---|---|---|
| Seguro | 98% | 0% | 1% | 0% |
| Ventura | 1% | 96% | 1% | 1% |
| Cotrim | 53% | 18% | 14% | 10% |
| Melo | 70% | 14% | 9% | 5% |
| Mendes | 70% | 10% | 10% | 7% |
| Outros | 56% | 11% | 7% | 5% |
Evolução das probabilidades
Como as probabilidades de cada candidato mudaram ao longo do tempo.
Probabilidade de passar à 2.ª volta
Probabilidade de vitória
Todas as sondagens
| Data | Sondagem | N | António J. Seguro | André Ventura |
|---|---|---|---|---|
| 2/02/2026 | Pitagórica | 608 | 59,3% | 30,8% |
| 2/02/2026 | CESOP/UCP | 1601 | 67,0% | 33,0% |
| 2/02/2026 | Aximage | 607 | 65,4% | 30,3% |
| 30/01/2026 | Pitagórica | 608 | 62,9% | 29,7% |
| 27/01/2026 | Pitagórica | 608 | 66,0% | 28,7% |
Como foi a 1.ª volta
Primeira volta realizada a 18 de Janeiro de 2026.
Os dados de comparação previsão vs. resultado ainda não estão disponíveis.
O GPS traçou bem o caminho da eleição presidencial, mas António José Seguro terá apanhado um atalho até à segunda volta. Por outras palavras, em retrospectiva, o modelo acertou na grande incerteza que caracterizou esta corrida a Belém, mas foi surpreendido pela dimensão da vitória de António José Seguro.
Com 31,1% dos votos, o candidato socialista ultrapassou claramente o intervalo de confiança do modelo, que o colocava entre os 14,7% e os 25% e André Ventura, por sua vez, comportou-se exactamente como as sondagens previam: os 23,5% obtidos encaixam confortavelmente na previsão mediana de 21,5%.
A grande lição desta primeira volta é a volatilidade destas eleições presidenciais, com vários candidatos capazes de recolher apoio no eleitorado tido como mais ao centro. A nove dias da eleição, o GPS mostrava quatro candidatos separados por apenas quatro pontos percentuais. Confirmou-se o que fomos escrevendo ao longo das semanas: a única certeza é que não existe certeza de coisa nenhuma.
A previsão de uma segunda volta confirmou-se em pleno (99,98% de probabilidade), e foi o cenário Ventura vs. Seguro, que na última actualização tinha 43% de probabilidade de ocorrer, que acabou por se concretizar – um cenário que, dias antes não se verificava em mais do que 18% das simulações.
O modelo subestimou a capacidade de mobilização do candidato apoiado pelo PS e sobrestimou dois candidatos que chegaram à campanha como favoritos: Marques Mendes (11,3% vs. 15,5% previstos) e Gouveia e Melo (12,3% vs. 14,8%). Ainda assim, ambos ficaram dentro dos intervalos de confiança, ao contrário de Seguro, que os ultrapassou. Cotrim Figueiredo, cuja trajectória ascendente tinha impressionado nas últimas semanas de campanha, até às polémicas do final da campanha, acabou por ficar aquém das expectativas com 16%, abaixo da mediana de 18,8%.
A segunda volta coloca agora frente a frente dois candidatos com perfis radicalmente diferentes. Seguro parte como claro favorito, mas esta primeira volta mostrou que as surpresas são possíveis e que as sondagens, por mais sofisticadas que sejam, captam tendências, não certezas.
Sondagens da primeira volta
Sondagens publicadas e tendência estimada, em %. Arraste para explorar
O tamanho das bolas varia conforme o tamanho da amostra de cada sondagem.
Como funciona o GPS eleitoral do PÚBLICO
Quando o Grande Portal das Sondagens Presidenciais do PÚBLICO indica que um candidato tem 76% de probabilidade de vencer, não está a fazer previsões — está a quantificar a incerteza. O modelo estatístico que alimenta o GPS, desenvolvido pela equipa de jornalismo de dados do PÚBLICO, executa dez mil simulações da primeira volta. Para cada cenário que resulta numa segunda volta, o modelo executa 500 simulações adicionais para determinar em quantos cenários possíveis cada candidato vence as presidenciais de 2026.
A metodologia, baseada no modelo que a The Economist usou para as presidenciais francesas de 2022, agrega todas as sondagens publicadas, corrige o erro histórico calibrado com dados portugueses desde 2011 e simula milhares de vezes a primeira e a segunda volta. O objectivo não é "acertar" o vencedor, mas expor o leque de resultados plausíveis e as suas probabilidades relativas.
O problema das sondagens
As sondagens são sempre fotografias da opinião pública num dado momento. Mas têm dois problemas fundamentais:
- São sempre do passado. Reflectem o estado da opinião pública no momento em que foram executadas. Uma sondagem publicada hoje pode ter sido feita há uma ou duas semanas.
- Têm erro inerente. Qualquer amostra tem margem de erro. Uma sondagem que mostra um candidato com 30% pode, na realidade, representar algo entre 27% e 33%, dependendo da dimensão da amostra e de outros factores metodológicos.
Mantendo a analogia da fotografia: imagine uma fotografia muito desfocada de atletas numa corrida. Uma segunda fotografia, tirada instantes depois, permite cruzar informação entre as duas e perceber mais detalhes. Muitas fotografias — umas melhores, outras piores — ajudam a ter uma ideia mais clara do que se está a passar.
Como agregamos sondagens: primeira volta
Em vez de mostrar apenas a média das últimas sondagens, o GPS usa um método estatístico chamado GAM (Generalized Additive Model — modelo aditivo generalizado). É como traçar uma curva suave que passa perto de todos os pontos (sondagens) num gráfico, sem seguir cada pequena oscilação.
Esta técnica de suavização tem quatro componentes:
- Ponderação temporal. As sondagens mais recentes captam melhor a tendência actual do que as antigas. A opinião pública muda com o tempo, e o modelo procura captar essa evolução sem reagir a flutuações insignificantes.
- Ponderação por dimensão da amostra. Sondagens com amostras maiores são mais fiáveis. Uma sondagem com mil inquiridos pesa aproximadamente o dobro de uma com 250 inquiridos. O peso baseia-se na raiz quadrada da dimensão da amostra, porque o erro de uma sondagem é inversamente proporcional à raiz quadrada do número de inquiridos.
- Curvas optimizadas. O modelo escolhe automaticamente o nível de suavização ideal — nem tão rígido que ignore mudanças reais, nem tão flexível que siga cada flutuação aleatória. O equilíbrio é encontrado através de um critério estatístico (AIC — critério de informação de Akaike).
- Bandas de incerteza. Em torno de cada tendência, o GPS mostra uma banda de confiança a 80%. Isto significa que, em 80% dos casos, se espera que o valor real esteja dentro desta banda. As bandas reflectem tanto a incerteza das sondagens como a incerteza sobre a tendência subjacente.
Aprender com o passado: calibração do erro histórico
Agregar sondagens não basta — é preciso saber quanto podem errar. O modelo analisou todas as eleições presidenciais portuguesas desde 2011 com dados de sondagens comparáveis: 2011, 2016 e 2021.
Foram comparadas 61 sondagens publicadas nos 200 dias anteriores a cada eleição com os resultados reais. Isto permitiu construir um modelo que estima quanto uma sondagem tende a desviar-se do resultado final a diferentes distâncias da eleição.
O erro típico é de cerca de cinco a seis pontos percentuais quando faltam 90 dias para a eleição, diminuindo para cerca de 2,8 pontos percentuais na última semana. Para calcular esta evolução, o GPS usa um modelo bayesiano — uma técnica estatística que permite incorporar incerteza de forma rigorosa.
Este modelo baseia-se, no entanto, em sondagens de apenas três eleições — e uma delas com um candidato incumbente, situação em que os portugueses tendem a reeleger o Presidente em exercício. O modelo pode, por isso, não capturar na perfeição o historial de erro, mas reflecte toda a história recente disponível no portal onde são depositadas as sondagens da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
Simulações de Monte Carlo: primeira volta
Com as tendências agregadas e o erro histórico calibrado, o modelo executa dez mil simulações da primeira volta. Cada simulação é um cenário plausível de como a eleição poderia decorrer, tendo em conta três factores:
- Distribuição com "caudas gordas". Em vez de usar uma distribuição normal (a famosa "curva em sino"), o GPS usa uma distribuição t de Student com quatro graus de liberdade. Esta distribuição tem "caudas mais gordas" — ou seja, permite que aconteçam surpresas maiores do que o esperado. Na prática, isto significa que o modelo admite a possibilidade de as sondagens errarem mais do que o habitual, ainda que com baixa probabilidade.
- Correlações entre candidatos. Os candidatos não flutuam de forma independente. Quando um candidato sobe nas sondagens, outros tendem a descer. O modelo captura estas correlações usando a matriz descrita na secção anterior: se, numa simulação, o Candidato A tem um bom resultado, candidatos com perfis semelhantes tendem também a ter bons resultados. No entanto, o GPS reduz estas correlações em 25% para evitar excesso de confiança, uma vez que estas ligações podem ser apenas resultado de coincidência temporal.
- Vitória directa ou segunda volta. Em cada simulação, o modelo verifica se algum candidato obtém mais de 50% dos votos. Se sim, vence directamente. Se não, os dois candidatos mais votados avançam para a segunda volta.
Agregação de sondagens: segunda volta
Para a segunda volta, nem todos os confrontos possíveis têm sondagens. O GPS usa por isso uma abordagem hierárquica que adapta o método à quantidade de dados disponível:
- Muitas sondagens (≥10). Quando existem pelo menos dez sondagens ao longo do tempo sobre aquele confronto directo, o GPS usa o mesmo método da primeira volta: GAM com curvas suavizadas que captam a evolução da corrida entre os dois candidatos.
- Poucas sondagens (3-9). É usado um filtro de Kalman, uma técnica que consegue estimar tendências mesmo com dados esparsos, preenchendo os dias sem sondagens de forma estatisticamente fundamentada.
- Sem sondagens (<3). Quando não existem sondagens suficientes para um confronto, o GPS usa o momentum da primeira volta. Pega nos resultados da primeira volta dos dois candidatos, reescala-os para que somem 100% e usa isso como ponto de partida. Todavia, aumenta a incerteza em 20% para reflectir a falta de sondagens específicas para este confronto.
Transferência de votos: novidade na segunda volta
Com o resultado da primeira volta conhecido, o GPS passou a incorporar dados de transferência de votos — informação recolhida através de sondagens que perguntam directamente aos eleitores de cada candidato eliminado em quem votariam na segunda volta.
Esta informação permite perceber como se redistribuem os eleitores dos candidatos que ficaram pelo caminho.
Quando existem várias sondagens com dados de transferência, o GPS calcula uma média ponderada pela dimensão da amostra de cada sondagem. Se existirem três ou mais sondagens ao longo do tempo, é usado um filtro de Kalman para captar a evolução destas preferências.
Estes dados permitem reponderar as sondagens da segunda volta: aplicando as taxas de transferência aos resultados reais da primeira volta, o modelo obtém uma estimativa que corrige possíveis enviesamentos na composição das amostras.
Momentum: quando a primeira volta influencia a segunda
O GPS assume que o desempenho de um candidato na primeira volta pode influenciar ligeiramente o seu resultado na segunda. Isto captura efeitos reais como:
- Surpresas positivas. Um candidato que supera expectativas pode ganhar momentum mediático e converter mais eleitores indecisos.
- Desmoralização. Um candidato que decepciona pode perder apoio ou enfrentar pressões para desistir.
Como funciona:
- Em cada simulação da primeira volta, comparamos o resultado do candidato com a tendência agregada esperada (a curva GAM).
- A diferença (positiva ou negativa) é o "momentum".
- Na simulação da segunda volta correspondente, adicionamos 30% desse momentum ao ponto de partida.
Exemplo: Se André Ventura tinha uma tendência agregada de 28% mas obteve 31% na simulação da primeira volta (+3 pontos de momentum), entramos na segunda volta com ele a começar 0,9 pontos acima do esperado (30% de 3 pontos).
Simulações: segunda volta
Para cada uma das dez mil simulações da primeira volta que terminou em segunda volta, o GPS executa 500 simulações adicionais da segunda volta. No total, o modelo analisa cerca de cinco milhões de cenários finais.
Como o momentum pode influenciar a votação da segunda volta, o modelo incorpora 30% do momentum da primeira volta em cada simulação. Se um candidato superou as expectativas na primeira volta — teve mais votos que as sondagens indicavam naquela simulação específica —, isso adiciona um pequeno bónus às suas perspectivas na segunda volta.
As três probabilidades
Para cada candidato, o modelo calcula três números:
- Probabilidade de vitória na primeira volta. Percentagem de simulações em que o candidato obtém mais de 50% dos votos na primeira volta e vence directamente.
- Probabilidade de chegar à segunda volta. Percentagem de simulações em que o
candidato fica nos dois primeiros lugares quando ninguém vence com mais de 50% dos
votos.
Exemplo: se Gouveia e Melo tem 98% de probabilidade de chegar à segunda volta, significa que, em 9800 das dez mil simulações, ele ficou em primeiro ou segundo lugar numa eleição sem vitória directa. - Probabilidade de vitória final. Probabilidade combinada de vitória directa na
primeira volta mais vitória na segunda volta (quando lá chega).
Exemplo: se Gouveia e Melo tem 76% de probabilidade de vitória final, significa que, contando todas as simulações, ele vence em 76% dos cenários.
Como interpretar as probabilidades
76% não significa certeza. Significa que, se pudéssemos repetir a eleição cem vezes nas mesmas condições, o candidato venceria aproximadamente 76 vezes e perderia 24 vezes.
Uma probabilidade de 76% é confortável, mas não é garantia. Em 2016, o FiveThirtyEight dava 71% de probabilidade a Hillary Clinton — e Donald Trump venceu. Acontecimentos com 24% a 29% de probabilidade acontecem regularmente.
As probabilidades mudam diariamente porque novas sondagens são publicadas, o tempo passa (ficamos mais próximos da eleição, reduzindo a incerteza) e a opinião pública pode estar efectivamente a mudar.
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