Portugal recebeu 1670 pedidos de protecção temporária

Deste total, 1.514 pedidos foram feitos por ucranianos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, ato que provocou a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos

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Refugiados ucranianos tentam passar a fronteira do país para se protegerem noutros países da Europa Reuters/FABRIZIO BENSCH

Segundo o SEF, a maioria dos pedidos de protecção temporária são de cidadãos da Ucrânia (1514), mas existem ainda três dos Estados Unidos, outros três da Rússia, da Lituânia e Turquia, bem como uma do Afeganistão.

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Segundo o SEF, a maioria dos pedidos de protecção temporária são de cidadãos da Ucrânia (1514), mas existem ainda três dos Estados Unidos, outros três da Rússia, da Lituânia e Turquia, bem como uma do Afeganistão.

Dos 1670 pedidos de protecção temporária, 145 foram feitos entre 24 e 28 de Fevereiro por ucranianos e estão enquadrados no âmbito dos pedidos de protecção internacional efectuados antes da entrada em vigor da resolução do Conselho de Ministros que estabelece a protecção temporária.

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, aos requerentes de protecção temporária é atribuída, de forma automática, autorização de residência por um ano, que pode ser prorrogada duas vezes por um período de seis meses.

Estes pedidos podem ser apresentados nos centros nacionais de Apoio à Integração de Migrantes e nas delegações regionais do SEF. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras disponibiliza em todo o país 24 balcões de atendimento dedicados exclusivamente a cidadãos ucranianos. O SEF tem também no Aeroporto de Lisboa uma estrutura para registar pedidos de protecção temporária para os cidadãos ucranianos que cheguem a Portugal por via aérea.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2000 mortos entre a população civil. Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.