Elon Musk: “Se as pessoas não tiverem mais filhos, a civilização vai desmoronar-se”

O fundador da Tesla é pai de seis filhos e tem-se mostrado preocupado com o declínio da taxa de natalidade a nível mundial.

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Elon Musk é fundador da Tesla e da SpaceX Reuters/Aly Song

Elon Musk não costuma ser notícia por ser um especialista em natalidade, mas sim em carros eléctricos, tecnologia e viagens aeroespaciais. Mas agora o fundador da Tesla e da SpaceX, num evento do Wall Street Journal, com líderes de negócios, na segunda-feira, alertou para os perigos do declínio da taxa de natalidade, que diz ser “um dos maiores riscos da civilização”.

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Elon Musk não costuma ser notícia por ser um especialista em natalidade, mas sim em carros eléctricos, tecnologia e viagens aeroespaciais. Mas agora o fundador da Tesla e da SpaceX, num evento do Wall Street Journal, com líderes de negócios, na segunda-feira, alertou para os perigos do declínio da taxa de natalidade, que diz ser “um dos maiores riscos da civilização”.

Há alguns dias, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) dava conta que 2021 pode ser o ano com a natalidade mais baixa do século. A situação não se restringe a Portugal e parece ser uma tendência mundial ─ o que preocupa o multimilionário Elon Musk, pai de seis filhos. “Não existem pessoas suficientes. Não posso enfatizar isto o suficiente, não há pessoas suficientes”, defendeu num encontro digital dedicado aos desafios actuais nos negócios e na política.

Para o empresário, as baixas taxas de natalidade são um factor de risco que pode contribuir para um colapso social. “Muitas pessoas, incluindo pessoas inteligentes, pensam que há muita gente no mundo e que a população está a crescer de forma descontrolada. É completamente o oposto”, acredita Musk. No ano passado, por exemplo, um estudo da revista The Lancet dava conta que em 2100 a população mundial estará a decrescer e Portugal poderá ter apenas cinco milhões de habitantes.

A principal causa para tal declínio será a queda na taxa de fertilidade, aponta o mesmo estudo, e o discurso de Elon Musk vai ao encontro do mesmo: “Por favor olhem para os números. Se as pessoas não tiverem mais filhos, a civilização vai desmoronar-se, escrevam o que digo.” Apesar de ter nascido na África do Sul, o fundador da Tesla tem cidadania norte-americana e, nos Estados Unidos, as taxas de natalidade têm decrescido de forma acentuada. Em 2020, nasceram menos 4% de bebés e vários estudos dão conta que os adultos querem ter menos filhos ─ são muitos os que culpam a crise climática pela decisão.

E ainda que se pense que diminuir a população pode ser a solução para os problemas do aquecimento global, os especialistas do estudo da The Lancet garantem que tal não é linear. “Embora o declínio na população seja potencialmente uma boa notícia para a redução das emissões carbónicas e da pressão sobre as cadeias alimentares, mais pessoas velhas e menos pessoas jovens vai criar desafios económicos, quando as sociedades tiverem de se esforçar para crescer com menos pessoas em idade activa e menos contribuintes”, argumentavam.

Não é a primeira vez que Elon Msuk aborda este tema, não só em declarações à imprensa, como nas redes sociais. “O colapso populacional é potencialmente o maior risco do futuro da civilização”, escreveu, em Julho deste ano, no Twitter. Os utilizadores não demoraram a responder, relembrando os baixos salários da esmagadora maioria da população a nível mundial. O multimilionário tem seis filhos, fruto de três relações ─ o último nasceu em 2020 e chama-se X Æ A-Xi, já o mais velho é Xavier Musk, com 17 anos. ​