Lana Del Rey em carne viva

A fugir do óbvio, Blue Banisters dá-nos uma Lana sem adornos, inteira: uma voz clássica da música pop dos nossos dias.

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Blue Banisters mostra uma artista cada vez mais desligada da mitologia que criou DR

Depois de um álbum sublime (Norman Fucking Rockwell!, 2019) e outro muito competente (Chemtrails over the Country Club, 2021), Lana Del Rey poderia facilmente reeditar a parceria com Jack Antonoff, produtor estrela que, nos últimos anos, ganhou preponderância na pop. Editado apenas sete meses depois de Chemtrails over the Country Club, Blue Banisters parece uma aposta deliberada em fugir do óbvio: nele, Lana descarna-se dos adornos de Antonoff e entrega-se inteira, numa colecção de canções bela e algo desorientante.

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Depois de um álbum sublime (Norman Fucking Rockwell!, 2019) e outro muito competente (Chemtrails over the Country Club, 2021), Lana Del Rey poderia facilmente reeditar a parceria com Jack Antonoff, produtor estrela que, nos últimos anos, ganhou preponderância na pop. Editado apenas sete meses depois de Chemtrails over the Country Club, Blue Banisters parece uma aposta deliberada em fugir do óbvio: nele, Lana descarna-se dos adornos de Antonoff e entrega-se inteira, numa colecção de canções bela e algo desorientante.