Antivacinas e neofascistas

A conjugação entre a luta contra o certificado de vacinação e grupos da extrema-direita é uma perigosa mistura, que fez falar em “regresso do fascismo”. Mas hoje, a ameaça é outra: a de tiranias em nome da soberania popular.

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Mr. Red

Dois factos. A manifestação de Roma, no dia 9, contra as vacinas e o certificado de vacinação (dito “green pass”) marcou um ponto de ruptura. O protesto foi parasitado por grupos neofascistas, designadamente a Forza Nuova, que assaltaram e vandalizaram a sede do Confederação Geral Italiana dos Trabalhadores (CGIL). Os manifestantes negacionistas seriam 12 mil, os neofascistas talvez 600, mas eram os únicos com um plano: imitar o ataque dos “trumpistas” ao Congresso americano de 6 de Janeiro. Neste caso, o Palácio Chigi, sede do governo. Como estava defendido, a Forza Nuova desviou o ataque para o sindicato.

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Dois factos. A manifestação de Roma, no dia 9, contra as vacinas e o certificado de vacinação (dito “green pass”) marcou um ponto de ruptura. O protesto foi parasitado por grupos neofascistas, designadamente a Forza Nuova, que assaltaram e vandalizaram a sede do Confederação Geral Italiana dos Trabalhadores (CGIL). Os manifestantes negacionistas seriam 12 mil, os neofascistas talvez 600, mas eram os únicos com um plano: imitar o ataque dos “trumpistas” ao Congresso americano de 6 de Janeiro. Neste caso, o Palácio Chigi, sede do governo. Como estava defendido, a Forza Nuova desviou o ataque para o sindicato.