Maiores de 65 anos serão vacinados com a terceira dose a partir de 11 de Outubro

A DGS dará “suporte técnico” à administração da terceira dose em “poucas horas”, diz o Governo.

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António Lacerda Sales, secretário de Estado Adjunto e da Saúde LUSA/RODRIGO ANTUNES

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) deverá dar o “suporte técnico” a uma terceira dose da vacina contra a covid-19 dentro de “poucas horas”, garantiu esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde. António Lacerda Sales disse que a administração de doses de reforço das vacinas contra a covid-19 será feita por ordem decrescente de idades, tal como aconteceu com as primeiras doses, a partir de 11 de Outubro.

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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) deverá dar o “suporte técnico” a uma terceira dose da vacina contra a covid-19 dentro de “poucas horas”, garantiu esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde. António Lacerda Sales disse que a administração de doses de reforço das vacinas contra a covid-19 será feita por ordem decrescente de idades, tal como aconteceu com as primeiras doses, a partir de 11 de Outubro.

O governante reagiu esta segunda-feira à decisão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) que abriu a porta à administração de uma terceira dose da vacina a pessoas maiores de 18 anos. Apesar disso, em Portugal a baliza estará nos grupos etários até aos 65 anos, disse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde aos jornalistas à margem da assinatura do acordo de cooperação entre o INEM, Liga dos Bombeiros Portugueses e Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Lisboa.

“Penso que dentro de poucas horas, em normativo, a DGS também dará o suporte técnico para essa terceira dose ou dose de reforço”, referiu Lacerda Sales. “Com certeza que iniciaremos, como sempre fizemos, pelas faixas mais vulneráveis, nomeadamente pelas estruturas residenciais para idosos, por faixas acima dos 80 anos e depois iremos, de uma forma decrescente, até à faixa igual ou superior aos 65 anos.”

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde não afastou, contudo, a possibilidade de existirem ao longo do processo “ajustes, em função do dinamismo da ciência e da técnica” uma vez que “todos os dias aparecem situações novas.”

Questionado sobre se a terceira dose da vacina contra a covid-19 pode ser administrada em simultâneo com a da gripe, António Lacerda Sales disse que se aguarda por uma decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que “muito em breve” deve pronunciar-se sobre a questão da co-administração.

“Neste momento não há essa indicação técnica, estamos a vacinar com uma diferença de 14 dias. Iniciámos a vacinação da gripe no dia 27 de Setembro. A iniciar a vacinação da terceira dose, como todos esperamos, será a partir do 11 de Outubro, quando se perfaz os 14 dias”, disse.

O secretário de Estado lembrou ainda que esta dose de reforço terá de ser administrada seis meses após a segunda dose.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde já recomendava a administração da terceira dose a pessoas que sofrem de imunossupressão grave, como as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infecção de VIH com uma contagem de linfócitos abaixo do patamar estipulado, doentes oncológicos e pessoas com doenças auto-imunes que tenham sido sujeitas a tratamentos previstos na norma 002/2021 da DGS.

Em entrevista ao Expresso, na passada sexta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, adiantou que a vacinação de reforço das pessoas imunossuprimidas já começou, tratando-se de universo de menos de 100 mil pessoas até ao momento. com Lusa