Mota Pinto acusa PS e Governo de “falta de comparência” na reforma da justiça

PSD está reunido em Portalegre em jornadas parlamentares.

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Paulo Mota Pinto (PSD) Nelson Garrido

O presidente do conselho nacional do PSD, Paulo Mota Pinto, saudou nesta segunda-feira a bancada social-democrata pela apresentação de três iniciativas na área da Justiça, acusando o PS e o Governo de “falta de comparência” neste debate.

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O presidente do conselho nacional do PSD, Paulo Mota Pinto, saudou nesta segunda-feira a bancada social-democrata pela apresentação de três iniciativas na área da Justiça, acusando o PS e o Governo de “falta de comparência” neste debate.

No arranque das jornadas parlamentares do PSD, em Portalegre, o antigo juiz do Tribunal Constitucional (TC) aludiu ao mote da iniciativa: “Portugal precisa de mais e melhor justiça”. “É essa a percepção da generalidade dos cidadãos, a justiça deve ser prioridade da actividade política”, defendeu.

Mota Pinto saudou o partido pelas três iniciativas hoje apresentadas, deixando um repto ao PSD e uma crítica aos socialistas.

Não podemos perder por falta de comparência, era deixar de cumprir a primeira missão de quem está na actividade política. É isso que o Governo e o PS têm feito, ao negar sequer tratar da questão especificamente ou criticar quem o quer fazer. Gosto de ver que o partido e o grupo parlamentar compareceram para este debate sobre as prioridades para a reforma da justiça”, afirmou.

O presidente do PSD e deputado Rui Rio só marcará presença no segundo dia dos trabalhos das jornadas, estando prevista a sua participação no almoço de terça-feira, além de fazer o encerramento da iniciativa.

Antes de Mota Pinto, o líder parlamentar, Adão Silva, salientou que o PSD se quer apresentar no debate parlamentar do dia 25 - para o qual estão agendadas as propostas do Governo anticorrupção e, por arrastamento, as iniciativas dos partidos - com “elevadíssima preparação e qualidade”.

Adão Silva voltou a desafiar os deputados a apresentarem os seus contributos, explicando que, “por uma questão burocrática”, as iniciativas tiveram de ser entregues na sexta-feira, mas poderão sofrer alterações.