Covid-19: Montalegre teme prejuízos para o turismo com recuo no desconfinamento

Com um máximo de quatro pessoas por mesa no interior dos estabelecimentos e seis na esplanada, e o encerramento até às 22h30 nos dias úteis e até às 13h ao fim de semana e feriados, o município de Montalegre estima prejuízo no turismo.

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Os concelhos de Montalegre e de Odemira recuam para a terceira fase de desconfinamento. Fotografia de arquivo ADRIANO MIRANDA / PUBLICO

O recuo de Montalegre para a terceira fase de desconfinamento, aplicada em 19 de Abril, vai afectar sobretudo o turismo e a restauração do concelho, disse esta quinta-feira à lusa o vice-presidente daquela autarquia.

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O recuo de Montalegre para a terceira fase de desconfinamento, aplicada em 19 de Abril, vai afectar sobretudo o turismo e a restauração do concelho, disse esta quinta-feira à lusa o vice-presidente daquela autarquia.

“Com o bom tempo tínhamos já conhecimento de muitas reservas para este fim-de-semana, na hotelaria e restauração. Os impactos negativos no turismo é a nossa principal preocupação com esta decisão”, realçou o vice-presidente da Câmara de Montalegre, no distrito de Vila Real, David Teixeira.

Os concelhos de Montalegre e de Odemira recuam esta semana para a terceira fase de desconfinamento, aplicada em 19 de Abril, onde se juntam a Arganil e Lamego, anunciou esta quinta-feira a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, na habitual conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

Entre as regras aplicadas estão o máximo de quatro pessoas por mesa no interior e seis na esplanada nos restaurantes, cafés e pastelarias, que têm de encerrar até às 22h30 nos dias de semana e até às 13h ao fim de semana e feriados.

David Teixeira recordou que a autarquia transmontana já tinha antecipado, em 12 de Maio, a adopção de algumas medidas para conter a propagação da covid-19 após o surgimento de novos casos no concelho, como a suspensão das feiras, o encerramento do ginásio e do pavilhão desportivo.

O autarca responsável também pela Protecção Civil destacou ainda que “todas as cadeias de contágio estão detectadas” e que os casos positivos mais recentes são de “pessoas que já estavam em confinamento”.

“Causa alguma injustiça no processo, porque alguns dos casos nem sequer residem cá, mas têm aqui o seu médico de família e realizaram cá o teste”, acrescentou.

O vice-presidente acredita que na próxima revisão do Governo sobre as regras de desconfinamento o concelho possa voltar a avançar, explicando que muitos dos casos serão dados como curados.

Segundo os mais recentes dados da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), o concelho de Montalegre registava na semana entre 11 e 17 de Maio 18 novos casos de covid-19 e uma incidência de 200,1 casos por cem mil habitantes, sendo que a incidência nos últimos 14 dias era de 389 casos por cem mil habitantes.

Na conferência desta quinta-feira, o Governo realçou também que dez concelhos estão em estado de alerta, cinco dos quais já o estavam na semana passada e outros cinco “entram de novo nesta lista”.

Estão em estado de alerta os concelhos de Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Golegã, Lagoa, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva.

Com excepção dos quatro concelhos que estão agora na terceira fase de desconfinamento, os restantes 274 municípios do continente, incluindo os que estão em alerta, mantém-se na quarta fase do desconfinamento, aplicada em 1 de Maio, embora o facto de o factor “R” ter subido acima de “um” “ser um sinal de alerta”, disse a governante.