Graça Fonseca: “Não há nada de extraordinário na ‘raspadinha’ do património”

Ministra da Cultura desvalorizou esta terça-feira em Bruxelas as críticas ao novo instrumento de financiamento lançado pelo Governo.

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A ministra da Cultura portuguesa esta terça-feira em Bruxelas (na fotografia com ministras da Cultura francesa e alemã) LUSA/OLIVIER HOSLET / POOL

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que “não há nada de extraordinário” no recurso às lotarias como instrumento de financiamento do sector cultural e artístico, e observou que, ao colocar à venda as “raspadinhas” do Património, “Portugal está a fazer exactamente o que outros Estados membros fizeram”.

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A ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que “não há nada de extraordinário” no recurso às lotarias como instrumento de financiamento do sector cultural e artístico, e observou que, ao colocar à venda as “raspadinhas” do Património, “Portugal está a fazer exactamente o que outros Estados membros fizeram”.

“A lotaria do património é um instrumento muito popular em países como por exemplo a França, onde se acredita que os cidadãos são capazes de tomar as suas próprias decisões”, apontou Graça Fonseca, que revelou que durante a reunião dos ministros da Cultura no Conselho da União Europeia — que incluiu um ponto de debate político sobre diversificação de fontes e mecanismos de financiamento do património cultural — “foi até sugerida por vários Estados membros a criação de uma lotaria europeia para o património”.

Segundo Graça Fonseca, os ministros concordaram que é “muito importante aumentar e diversificar o financiamento à reabilitação do nosso património cultural”. A lotaria, acrescentou, “é um instrumento entre vários instrumentos”: a ministra lembrou que o Governo também decidiu incluir uma verba de 150 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência “para reabilitar museus e monumentos em todo o país e os teatros nacionais”.

No mesmo dia em que as “raspadinhas” do património foram colocadas à venda em Portugal, a ministra recusou comentar as críticas do Conselho Económico e Social à iniciativa. Mas garantiu, sem avançar detalhes, que a experiência será testada e o seu impacto avaliado. “Sempre que se cria alguma medida de política pública, as boas práticas dizem que devem ser avaliados os seus impactos. É o que faremos aqui”, prometeu.

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