O ensino à distância veio para ficar. Formação de gestores vira-se para o online

A pandemia acelerou a transição e hoje há mais de uma centena de cursos para executivos leccionados à distância, entre os quais um MBA na Porto Business School. Esta profunda mudança no cenário da oferta das instituições de ensino superior é um dos temas centrais da nova edição do Especial Executivos do PÚBLICO. Saiba tudo a 27 de Abril. E tenha acesso a informação sobre mais de mil formações.

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Miguel Feraso Cabral

A pandemia fez entrar expressões como ensino à distância ou b-learning (ensino misto) no léxico do dia-a-dia. E também nos portfólios das instituições de ensino superior, em especial das escolas de negócios. Há mais de uma centena de formações para executivos a serem ministradas online, entre cursos de curta duração, ofertas especializadas e até um MBA.

Esta oferta alargada de formações à distância contrasta com o cenário que existia há dois anos. Em 2019, antes da pandemia, a lista de formação para executivos, que o PÚBLICO divulga regularmente, tinha apenas 14 cursos em modelo de e-learning ou b-learning. Da primeira edição de 2021 do nosso Especial Executivos, que será divulgada a 27 de Abril, consta mais de uma centena.

A maioria (97) são cursos leccionados à distância, aos quais se juntam outras sete formações em regime de misto, conjugando aulas presenciais, aulas online e trabalho feito remotamente.

Há uma dezena de instituições de ensino superior com oferta de formação para executivos à distância, com destaque para as universidades públicas de Lisboa. A Nova tem 23 cursos online, todos eles cursos executivos, ao passo que a Universidade de Lisboa tem 25 cursos de especialização à distância.

Mas a grande novidade foi introduzida pela Porto Business School. Criou o The Digital MBA, um MBA que tem todas as acreditações internacionais de uma das quatro grandes escolas de negócios nacionais e um custo próximo do dos outros programas do tipo, quase 20 mil euros. A diferença é que as aulas são dadas online e quase todo o trabalho é feito à distância, além de uma flexibilidade na dedicação à formação, que pode ser feita em 12 a 24 meses, em função da disponibilidade dos alunos.

Certo é que o ensino à distância veio para ficar e nesta edição especial explicamos porquê, falamos com alguns dos maiores especialistas no assunto e recolhemos testemunhos de muitos alunos.

Mais de 1100 cursos

As formações apresentadas na lista do PÚBLICO incluem cursos formais, como mestrados e doutoramentos, mas também pós-graduações ou cursos executivos, que não passam pelo crivo da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior para abrir e continuar em funcionamento. Por isso não existe uma base de dados centralizada sobre a oferta das instituições de ensino superior dirigida a este público-alvo, constituído, entre outros, por empresários e gestores. A oferta que o PÚBLICO divulga periodicamente é construída com base nas informações recolhidas junto das universidades e dos institutos politécnicos, tanto públicos como privados.

Nem todas as instituições forneceram informação em tempo útil. Mas, ainda assim, esta será a maior edição de sempre do Especial Executivos do PÚBLICO, incluindo a oferta de 40 instituições de ensino superior e mais de 1100 cursos.

A lista publicada nesta edição introduz outras novidades, destinadas a orientar da melhor forma quem procura uma formação deste tipo. Sempre que as universidades e politécnicos disponibilizam essa informação, é indicada a duração de cada curso – que pode ir de poucas horas a quatro anos – e o preço da propina.

Os MBA continuam a ser a oferta mais diferenciadora, com destaque para a oferta das quatro principais escolas de negócios nacionais (Nova School of Business and Economics, Católica Lisbon School of Business, Porto Business School e ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa), que integram o ranking anual publicado pelo Financial Times. Um curso destes nunca custa menos de 18 mil euros. Podendo chegar aos 40 mil, que é o preço do The Lisbon MBA International Full Time, uma formação partilhada pela Católica e pela Nova.