Larry Flynt, o fundador da Hustler, o homem “que queria ofender toda a gente numa base de igualdade de oportunidades”

Em 1974 criou a Hustler para ultrapassar com sexo cru a “desactualizada” Playboy, iniciando a construcção de um império. O polémico magnata da pornografia, atacado tanto por conservadores como por progressistas, esteve no centro de um momento marcante da luta pela liberdade de expressão nos Estados Unidos, imortalizado no cinema por Milos Forman. Morreu esta quarta-feira, aos 78 anos.

Foto
Larry Flynt em Beverly Hills, 1998 David Butow / getty images

É a típica história do self made man americano. Nascido num lar condenado numa terra perdida do estado do Kentucky, filho de pai alcoólico e mãe adolescente, divorciados quanto tinha 10 anos, fez-se sozinho à vida aos 15 e tornou-se um dos mais célebres magnatas dos Estados Unidos. É a típica história que ilustra o mundo de contradições em que se funda o país que o viu nascer. Nele, encontramos o pornógrafo que lutou arduamente pela liberdade de expressão, sendo atacado tanto pela esquerda progressista como pela direita conservadora; o Republicano que se tornou Democrata em solidariedade com Bill Clinton, durante o caso Monica Lewinsky; o (brevemente) cristão-novo que, para provar o compromisso com a sua fé, suavizou o conteúdo sexualmente explícito das suas publicações, que continuaram a ser pornográficas mas, durante um breve período, menos gráficas.

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É a típica história do self made man americano. Nascido num lar condenado numa terra perdida do estado do Kentucky, filho de pai alcoólico e mãe adolescente, divorciados quanto tinha 10 anos, fez-se sozinho à vida aos 15 e tornou-se um dos mais célebres magnatas dos Estados Unidos. É a típica história que ilustra o mundo de contradições em que se funda o país que o viu nascer. Nele, encontramos o pornógrafo que lutou arduamente pela liberdade de expressão, sendo atacado tanto pela esquerda progressista como pela direita conservadora; o Republicano que se tornou Democrata em solidariedade com Bill Clinton, durante o caso Monica Lewinsky; o (brevemente) cristão-novo que, para provar o compromisso com a sua fé, suavizou o conteúdo sexualmente explícito das suas publicações, que continuaram a ser pornográficas mas, durante um breve período, menos gráficas.