CDS-PP/Lisboa quer rede de bibliotecas da cidade a entregar livros ao domicílio

Com o encerramento das Bibliotecas de Lisboa devido ao agaravamento da pandemia, os centristas propõem que seja possível requisitar livros digitalmente e recebê-los em casa. Recomendação vai ser discutida na reunião plenária da Assembleia Municipal de Lisboa esta terça-feira.

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Filipa Fernandez

Os deputados do CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) levam a votos na terça-feira uma recomendação para que a autarquia crie um serviço de entrega domiciliária de livros incluídos no catálogo da rede de bibliotecas da cidade.

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Os deputados do CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) levam a votos na terça-feira uma recomendação para que a autarquia crie um serviço de entrega domiciliária de livros incluídos no catálogo da rede de bibliotecas da cidade.

Com o encerramento da rede BLX (Bibliotecas de Lisboa), devido ao agravar da pandemia de covid-19, os centristas pedem que seja possível requisitar livros digitalmente e recebê-los em casa.

“O livro é mais do que um conjunto de folhas de papel impressas. É fonte de satisfação, de alegrias e de conhecimento, enriquecendo a vida e aumentando o valor da existência de cada pessoa. É através deles que aprendemos, libertamos, viajamos, fantasiamos e sonhamos”, escreve o CDS-PP no documento que será apreciado na sessão plenária da AML de terça-feira.

Na reunião, que vai decorrer por videoconferência, os centristas apresentam ainda uma recomendação para a criação de uma “Plataforma Digital Municipal, de partilha de conteúdos culturais em diversos formatos”.

A Câmara de Lisboa, presidida por Fernando Medina (PS), deverá reunir “com as diversas entidades a fim de aferir a viabilidade de implementação” dessa plataforma, que deverá contar com um conjunto de “salas digitais”, onde os criadores podem expor ou apresentar a sua arte, defendem os centristas.

O grupo municipal do CDS-PP, liderado por Diogo Moura, recomenda que a plataforma tenha “capacidade para “upload” directo dos criadores, após aprovação de um moderador”, um “modelo de financiamento para os respectivos criadores” e que seja dotada de um “eficaz sistema de segurança”.

“Caso seja comprovada a viabilidade da dita plataforma, esta deve ser implementada, publicitada e regida por um regulamento que defina o seu funcionamento”, acrescentam os centristas.

Os eleitos salientam no texto que “o sector cultural tem sido dos mais fortemente afectados pela crise gerada pelo aparecimento e propagação da covid-19”, considerando que “agora, mais do que nunca, é imperativo ajudar os agentes culturais a procurarem novas fontes de financiamento sustentáveis, passando esse caminho, obrigatoriamente, por uma modernização tecnológica e implementação de novas plataformas”.

O MPT (Partido da Terra) também apresenta, na terça-feira, uma recomendação para a promoção de actividades culturais online, assim como o “acesso online gratuito” aos catálogos das bibliotecas municipais”.

Livros em regime take-away e de entregas ao domicílio ou visitas virtuais aos museus sob gestão da empresa municipal EGEAC, responsável por equipamentos de animação cultural, são outras das recomendações do MPT.