João Ferreira defende que, tal como as missas, as actividades culturais deveriam realizar-se

Candidato apoiado pelo PCP entende que não há razão para que as actividades de Cultura não aconteçam, desde que adoptem medidas de protecção.

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João Ferreira (PCP) LUSA/MÁRIO CRUZ

O candidato à Presidência da República João Ferreira defendeu nesta quinta-feira que algumas actividades culturais poderiam funcionar durante o novo confinamento desde que fossem garantidas as condições de combate à propagação da pandemia, tal como acontece com as cerimónias religiosas.

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O candidato à Presidência da República João Ferreira defendeu nesta quinta-feira que algumas actividades culturais poderiam funcionar durante o novo confinamento desde que fossem garantidas as condições de combate à propagação da pandemia, tal como acontece com as cerimónias religiosas.

No que toca ao funcionamento das cerimónias religiosas, por exemplo, não há razão para que elas não aconteçam, como não há razão para que outro tipo de actividades, nomeadamente culturais, em circunstâncias idênticas, ou seja, que estejam elas próprias em condições de garantir medidas de distanciamento, medidas de protecção, daqueles que trabalham e daqueles a quem eles se dirigem - os trabalhadores da Cultura e os espectadores -, não há razão para que essas actividades tenham de parar”, considerou.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, no distrito de Viana de Castelo, o candidato comunista lembrou que o cenário no sector da Cultura já era “de si devastador", sendo imprescindíveis instrumentos de apoio para permitir a sobrevivência do sector.

Para João Ferreira, parando, as actividades culturais “têm de ser de facto protegidas, salvas”, porque, referiu o candidato, trata-se neste momento “e desde há vários meses”, de “uma questão de sobrevivência”.

“Nós não podemos permitir que se mate a cultura neste país, Nós temos um problema de insuficiente valorização da cultura em Portugal”, situação que, considerou, foi agravada pela pandemia de covid-19.

E prosseguiu: “Sempre disse que a opção deveria ter sido também por aí, garantir, adequando todas as condições de segurança ao funcionamento daquilo que possa funcionar, permitir esse funcionamento”.

Em conferência de imprensa em Lisboa, na quarta-feira, António Costa anunciou um novo confinamento, que inclui o encerramento dos equipamentos culturais, remetendo para hoje a apresentação de medidas de apoio ao sector.