Carlos do Carmo (1939-2021), a Voz que deu ao Fado novos mundos

Foi, depois de Amália, o fadista que mais se bateu pela internacionalização efectiva do fado. O seu funeral é na segunda-feira, decretado dia de luto nacional

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No Coliseu de Lisboa, no concerto de despedida dos palcos, em Novembro de 2019 RUI GAUDÊNCIO

O novo ano começou triste para o fado e para a música: depois de ter vencido várias batalhas contra a morte, Carlos do Carmo não resistiu a mais uma. Morreu na manhã de 1 de Janeiro na cidade onde vivia e que tão bem cantou, no Hospital de Santa Maria, onde fora internado na véspera, “vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal”, segundo um comunicado emitido pela Universal, a sua editora. Depois de Amália, que se agigantou nos palcos do mundo e tornou o fado planetário, Carlos do Carmo foi a réplica masculina dessa presença inesquecível e insubstituível, dando ao fado novos mundos e batalhando pela sua difusão nos novos tempos, até à consagração do género como património pela UNESCO.

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O novo ano começou triste para o fado e para a música: depois de ter vencido várias batalhas contra a morte, Carlos do Carmo não resistiu a mais uma. Morreu na manhã de 1 de Janeiro na cidade onde vivia e que tão bem cantou, no Hospital de Santa Maria, onde fora internado na véspera, “vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal”, segundo um comunicado emitido pela Universal, a sua editora. Depois de Amália, que se agigantou nos palcos do mundo e tornou o fado planetário, Carlos do Carmo foi a réplica masculina dessa presença inesquecível e insubstituível, dando ao fado novos mundos e batalhando pela sua difusão nos novos tempos, até à consagração do género como património pela UNESCO.