2020, um ano a não esquecer

A crise económica provocada pela pandemia de covid-19 não só agravou as desigualdades sociais como expôs as debilidades e as fragilidades estruturais

É uma ideia generalizada a de que o ano de 2019 foi um ano perdido devido a efeitos devastadores da pandemia de covid-19. Sinal dessa perda são os dados sobre as contas públicas divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e que mostram que o défice nos primeiros nove meses de 2020 se situa em 4,9% do PIB. Devido à recuperação da economia no terceiro trimestre, este défice situa-se abaixo daquele valor e não deverá atingir, até ao fim do ano, a percentagem de 7,3% prevista pelo Governo no Orçamento do Estado para 2021. Mas as contas públicas estão a anos-luz do que foi o fim de 2019, em termos de execução orçamental, que fechou com um excedente de 0,2% do PIB, facto inédito em mais de quatro décadas de democracia.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

É uma ideia generalizada a de que o ano de 2019 foi um ano perdido devido a efeitos devastadores da pandemia de covid-19. Sinal dessa perda são os dados sobre as contas públicas divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e que mostram que o défice nos primeiros nove meses de 2020 se situa em 4,9% do PIB. Devido à recuperação da economia no terceiro trimestre, este défice situa-se abaixo daquele valor e não deverá atingir, até ao fim do ano, a percentagem de 7,3% prevista pelo Governo no Orçamento do Estado para 2021. Mas as contas públicas estão a anos-luz do que foi o fim de 2019, em termos de execução orçamental, que fechou com um excedente de 0,2% do PIB, facto inédito em mais de quatro décadas de democracia.