Um cânone para abalar o cânone

Reabilita-se uma linhagem da modernidade literária portuguesa que foi expulsa pelo triunfo de Pessoa e do primeiro modernismo.

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Deixam de fora Sophia ou Cardoso Pires, revalorizam Florbela e ressuscitam Júlio Dinis Adriano miranda / arquivo PUBLICO

Comecemos por uma descrição sumária. O Cânone recolhe 51 ensaios sobre 49 escritores portugueses (Camões e Pessoa tiveram direito a dois), com os autores escolhidos a entrar em cena por ordem alfabética, numa deliberada tentativa de sonegar ao leitor o conforto de uma sequência histórica. A obra inclui ainda uma breve introdução, na qual os editores — António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen — lançam avisos à navegação: este “é um livro de crítica literária” e “não vale a pena procurar nele o cânone da literatura portuguesa”. Por que motivo lhe chamaram O Cânone procuraremos sondar mais adiante.

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Comecemos por uma descrição sumária. O Cânone recolhe 51 ensaios sobre 49 escritores portugueses (Camões e Pessoa tiveram direito a dois), com os autores escolhidos a entrar em cena por ordem alfabética, numa deliberada tentativa de sonegar ao leitor o conforto de uma sequência histórica. A obra inclui ainda uma breve introdução, na qual os editores — António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen — lançam avisos à navegação: este “é um livro de crítica literária” e “não vale a pena procurar nele o cânone da literatura portuguesa”. Por que motivo lhe chamaram O Cânone procuraremos sondar mais adiante.