Interferência nas eleições americanas? “A Rússia está ainda mais sofisticada do que em 2016”

Sinan Aral, director da MIT Initiative on the Digital Economy, diz que as recentes medidas de plataformas como o Facebook e o Twitter contra a desinformação e a sabotagem do processo eleitoral são “bem-vindas”, mas “poucas e tardias”. É um dos maiores especialistas dos EUA em redes sociais.

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Trump “usa as redes sociais mais do que qualquer presidente na história”, diz Aram CARLOS BARRIA/REUTERS

Com mais de duas décadas a estudar e a investir em empresas de Internet, o norte-americano Sinan Aral é uma das maiores autoridades nesta nova economia. É autor de alguns dos estudos mais completos sobre a influência das redes sociais e a forma como as notícias falsas se espalham rapidamente nestas plataformas. Em The Hype Machine, livro editado em Setembro, o director da MIT Initiative on the Digital Economy mostra como estamos viciados na dopamina oferecida pelo like. Com os dados que entregamos a cada segundo às plataformas, elas fornecem ferramentas de marketing que tanto são usadas por beneméritos que organizam campanhas de solidariedade como por hackers russos apostados em manipular eleições.

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Com mais de duas décadas a estudar e a investir em empresas de Internet, o norte-americano Sinan Aral é uma das maiores autoridades nesta nova economia. É autor de alguns dos estudos mais completos sobre a influência das redes sociais e a forma como as notícias falsas se espalham rapidamente nestas plataformas. Em The Hype Machine, livro editado em Setembro, o director da MIT Initiative on the Digital Economy mostra como estamos viciados na dopamina oferecida pelo like. Com os dados que entregamos a cada segundo às plataformas, elas fornecem ferramentas de marketing que tanto são usadas por beneméritos que organizam campanhas de solidariedade como por hackers russos apostados em manipular eleições.