Resíduos perigosos de São Pedro da Cova começam a ser retirados

Empreitada arranca na próxima segunda-feira e tem prazo previsto de dez meses.

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Siderurgia Nacional depositou centenas de toneladas de resíduos perigosos nas antigas escombreiras das minas Adriano Miranda

A segunda fase de retirada dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova vai iniciar-se já esta segunda-feira, dia 12. A luz verde para essa empreitada há muito aguardada tinha chegado em Junho, com o visto de Tribunal de Contas que permitia o avanço do processo, e depois de o estaleiro estar montado a obra irá mesmo avançar, comunicou ao presidente da junta de freguesia, Pedro Miguel Vieira, o autarca de Gondomar, Marco Martins.

“É uma grande vitória da população de São Pedro da Cova que nunca deixou de lutar”, comentou Pedro Miguel Vieira, da CDU, recordando a importância de acções populares como o cordão humano feito em Novembro passado.

A empreitada tem o prazo previsto de dez meses e o presidente da junta de freguesia espera que, depois disso, seja cumprida a “segunda fase, também importante” deste processo: a requalificação do espaço. Pedro Miguel Vieira gostaria de ver aquele terreno onde foi cometido um “grave crime ambiental” ser transformado num “parque integrado do complexo mineiro de São Pedro da Cova”, criando uma “zona de lazer e de interpretação sobre a extracção de carvão.”

A Siderurgia Nacional depositou centenas de toneladas de resíduos perigosos nas antigas escombreiras das minas, entre 2001 e 2002. A remoção iniciou-se em 2014, com a retirada de 105 mil toneladas, mas no terreno permanecerão mais 125 mil