Temperaturas acima dos 30 graus em quase todo o país. Alentejo e o Ribatejo podem chegar aos 40 graus

Segundo a previsão do IPMA, o Alentejo e a região do Ribatejo terão as temperaturas mais elevadas, esperando-se para Lisboa e Porto uma temperatura máxima de 34 graus e Faro aos 28 graus. Catorze distritos entraram este domingo em estado de alerta, até às 23h59 de terça-feira, devido às previsões meteorológicas de “significativo agravamento” do risco de incêndio.

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PAULO PIMENTA

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para este domingo temperaturas acima dos 30 graus na generalidade do território do continente, com o Alentejo e o Ribatejo a atingirem valores mais elevados, que poderão chegar aos 40 graus.

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para este domingo temperaturas acima dos 30 graus na generalidade do território do continente, com o Alentejo e o Ribatejo a atingirem valores mais elevados, que poderão chegar aos 40 graus.

Ângela Lourenço, meteorologista de serviço no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), disse à Lusa que o tempo vai hoje continuar quente, com céu em geral limpo e o vento a soprar do quadrante leste, por vezes mais intenso nas terras altas, em especial no período da manhã e ao final do dia.

“Vamos continuar com o tempo quente que se tem registado nos últimos dias, com o vento a soprar do quadrante leste, pouca nebulosidade, ou mesmo nenhuma, e, em termos de temperaturas, vamos ter temperaturas acima de 30 graus na generalidade do território, com valores ente 35 e 40 graus em muitos locais do interior”, disse.

Segundo a previsão do IPMA, o Alentejo e a região do Ribatejo serão as que terão temperaturas mais elevadas, esperando-se para Lisboa e Porto uma temperatura máxima de 34 graus, com Faro, “um pouco mais fresco”, a poder chegar aos 28 graus. “Esta situação de tempo quente irá continuar nos próximos dias, pelo menos até terça-feira”, disse Ângela Lourenço.

Distritos em situação de alerta

Catorze distritos a norte do Tejo, incluindo Portalegre, entraram este domingo em estado de alerta, até às 23h59 de terça-feira, devido às previsões meteorológicas de “significativo agravamento” do risco de incêndio.

Além de Portalegre, a medida abrange os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

A declaração da situação de alerta foi anunciada na sexta-feira pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em Lisboa.

Na altura, Patrícia Gaspar disse que “é expectável que o risco de incêndio vá aumentar”, considerando as previsões meteorológicas de “aumento da temperatura, redução dos níveis de humidade relativa e aumento do vento”.

Face às previsões adversas, a Protecção Civil accionou para os mesmos distritos o estado especial de alerta laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro.

No âmbito do anúncio da declaração da situação de alerta, a secretária de Estado da Administração Interna alertou que as previsões meteorológicas apontam para “um período em que qualquer ignição, qualquer faísca, junto do espaço rural, pode efectivamente propiciar uma ocorrência de grandes dimensões”.

“Tolerância zero ao uso do fogo”, avisou Patrícia Gaspar, lembrando que a situação de alerta traz um conjunto de proibições e de restrições, como a circulação e permanência nos espaços florestais e “são totalmente proibidas queimas e queimadas, assim como fogo-de-artifício, trabalhos nos espaços rurais e nos espaços florestais, sobretudo com maquinaria”.

A situação de alerta implica ainda o reforço da prontidão dos meios e dos agentes que participam nas operações de prevenção e combate a incêndios rurais e “a activação das estruturas de coordenação, quer de nível nacional, quer nos distritos onde esta declaração se aplica”, indicou a governante.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimas e queimadas e o uso de fogo-de-artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, e são proibidos o acesso, a circulação e a permanência em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos eléctricos como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.