Governo espanhol evita falar em futebol antes do Verão

Ministro da Saúde recusa cometer a imprudência de garantir o regresso da competição, preferindo ver como evolui a situação no país.

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LUSA/SPANISH GOVERNMENT HANDOUT

O ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, disse este domingo ser “imprudente” afirmar que o futebol profissional regressará antes do verão, em Espanha, devido à covid-19, questionando a “urgência” de La Liga.

“Não posso dizer se o futebol profissional poderá reiniciar actividade antes do verão. Seria imprudente da minha parte. Veremos como as coisas evoluem e o quadro em relação à nova normalidade das diferentes actividades profissionais”, explicou o governante.

Na passada sexta-feira, a Liga espanhola, seguindo o que tem sido decretado pelas autoridades, anunciou o adiamento do início da realização dos testes à covid-19, previstos para a próxima semana, de forma a abreviar o reinício da competição.

A estratégia do organismo passa por testes massivos aos plantéis e equipas técnicas das competições profissionais, situação que já foi criticada e rejeitada por vários responsáveis de diferentes autoridades de saúde espanhola, incluindo o ministro.

“Há uma ordem do Ministério da Saúde que, logicamente, continua em vigor para todos os grupos, incluindo o futebol profissional. Esses testes de diagnóstico devem ser disponibilizados às autoridades sanitárias das Comunidades Autónomas. Há que ter uma estratégia de diagnóstico comum. Todos temos que remar na mesma direcção”, frisou o governante.

“Os testes em pessoas com sintomatologia, por mais leve que seja, fazem mais sentido do que aqueles generalizados para populações assintomáticas”, disse Fernando Simón, director do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias.

A seguir aos Estados Unidos e Itália, a Espanha é o terceiro país do Mundo com mais mortes (23.190), registando mais de 226 mil casos de infectados.

Salvador Illa destacou ainda o facto de o mundo ir viver “uma nova normalidade, pois as coisas não serão como antes” até ser encontrada uma solução médica.

“Até que apareça uma nova vacina, temos que aprender a conviver com este vírus que, insisto, é perigoso”, concluiu.

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