A venda do Newcastle tornou-se uma ameaça à Premier League

Capital saudita é visto como indesejável por operador de TV e pela Amnistia Internacional. Mas as normas de verificação dos compradores não facilitam a rejeição do negócio.

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Reuters/LEE SMITH

O negócio está praticamente fechado, há já um depósito de 17 milhões de libras e contratos assinados com o actual proprietário do Newcastle, Mike Ahsley. Se a operação for concluída com sucesso, o actual 13.º classificado da Liga inglesa será vendido a um fundo saudita por 300 milhões de libras, numa tentativa de recalibrar as suas ambições desportivas. Nada de novo na alta roda do futebol, portanto. Só que esta injecção de capital está repleta de anticorpos: envolve acusações de violação de direitos humanos, de pirataria patrocinada pelo Governo e um braço-de-ferro diplomático que pode pôr em causa uma generosa fatia das receitas futuras da Premier League.

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