Que tristeza, nem nas vinhas velhas se entendem!

O Douro deve ser a região do país com maior quantidade de vinhas antigas. Não admira, por isso, que esteja a “liderar” o debate em torno do conceito de vinha velha e da sua regulamentação. O que o Douro decidir poderá fazer lei para o resto do país. O problema é que, para já, parece difícil chegar a um consenso.

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Adriano Miranda

O Douro vinhateiro, quando toca a tomar decisões de fundo, parece a velha Lusitânia, que nem se governava, nem se deixava governar. A região demarcada e o vinho do Porto só existem porque, na sua essência, o Marquês de Pombal assim o determinou; e para a Casa do Douro nascer, em 1932, foi necessário, primeiro, criar sindicatos vitícolas de filiação obrigatória e aceitar, depois, que a direcção fosse nomeada pelo Governo e o seu trabalho escrutinado por um delegado governamental com direito a vetar todas as decisões tomadas.

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O Douro vinhateiro, quando toca a tomar decisões de fundo, parece a velha Lusitânia, que nem se governava, nem se deixava governar. A região demarcada e o vinho do Porto só existem porque, na sua essência, o Marquês de Pombal assim o determinou; e para a Casa do Douro nascer, em 1932, foi necessário, primeiro, criar sindicatos vitícolas de filiação obrigatória e aceitar, depois, que a direcção fosse nomeada pelo Governo e o seu trabalho escrutinado por um delegado governamental com direito a vetar todas as decisões tomadas.