PS reserva “vistos gold” por investimento imobiliário ao interior e regiões autónomas

O fim dos “vistos gold” por investimentos imobiliários em Lisboa e Porto “não terá efeitos retroactivos”, esclarece a líder da bancada socialista.

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A medida foi anunciada pela líder da bancada socialista, Ana Catarina Mendes daniel rocha

O PS entregou nesta segunda-feira uma proposta de alteração ao Orçamento em que reserva a concessão dos “vistos gold por investimentos em imobiliário feitos por estrangeiros aos municípios do interior ou nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

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O PS entregou nesta segunda-feira uma proposta de alteração ao Orçamento em que reserva a concessão dos “vistos gold por investimentos em imobiliário feitos por estrangeiros aos municípios do interior ou nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Esta medida foi anunciada pela líder da bancada socialista, Ana Catarina Mendes, em conferência de imprensa, na Assembleia da República, durante a qual fez questão de salientar que o fim dos “vistos gold por investimentos imobiliários nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto “não terá, obviamente, uma aplicação com efeitos retroactivos”.

“Entendemos, no grupo parlamentar do PS, que se deve dar uma resposta à especulação imobiliária. E, por isso, apresentamos uma proposta de alteração aos “vistos gold, incentivando o investimento em zonas do interior e regiões autónomas”, justificou Ana Catarina Mendes.

Segundo a presidente do grupo parlamentar do PS, a partir deste ano, só “quem fizer investimentos [imobiliários] nas comunidades intermunicipais (CIM) do interior e nas regiões autónomas, bem como quem criar emprego, tem direito ao “vistos gold”. “Com esta medida, procuramos retirar a pressão [no mercado imobiliário] existentes nas áreas metropolitanas [de Lisboa e do Porto]. Esta nossa medida contribuirá para a uma maior coesão territorial”, defendeu Ana Catarina Mendes.

O fim dos “vistos gold para estrangeiros de países terceiros à União Europeia que invistam 500 mil euros em Portugal, designadamente no mercado imobiliário, tem sido insistentemente reclamado por associações ligadas ao combate ao branqueamento de capitais e por partidos, sobretudo o Bloco de Esquerda.