Os votos que não contaram

O lento declínio que se vem verificando na votação nos principais partidos políticos não tem reflexo proporcional no Parlamento.

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Nuno Ferreira Santos

As eleições legislativas de 6 de Outubro já parecem distantes. O PS ganhou com 36,65% dos votos do território nacional. A “geringonça” acabou em divórcio amigável em que as partes ainda se falam e vão continuar a falar com regularidade durante a próxima legislatura. Os quatro anos terão sido q.b. sobretudo para PCP e PS por razões, obviamente, distintas. Mas estaremos numa situação em que tudo mudou para tudo ficar na mesma? Poderá ser. A questão em aberto é a estabilidade política. O PS parece acreditar que com os talvez 108 (?) deputados que irá ter serão possíveis entendimentos com os partidos à sua esquerda nos mesmo moldes do passado.

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As eleições legislativas de 6 de Outubro já parecem distantes. O PS ganhou com 36,65% dos votos do território nacional. A “geringonça” acabou em divórcio amigável em que as partes ainda se falam e vão continuar a falar com regularidade durante a próxima legislatura. Os quatro anos terão sido q.b. sobretudo para PCP e PS por razões, obviamente, distintas. Mas estaremos numa situação em que tudo mudou para tudo ficar na mesma? Poderá ser. A questão em aberto é a estabilidade política. O PS parece acreditar que com os talvez 108 (?) deputados que irá ter serão possíveis entendimentos com os partidos à sua esquerda nos mesmo moldes do passado.