Branquear a Inquisição é queimar a alma

A Inquisição já era uma coisa vergonhosa na sua época e já então havia quem o dissesse. Aí está algo de valor que Portocarrero de Almada poderia aprender com eles.

Daqui a ano e meio cumprir-se-ão quatrocentos e cinquenta anos exatos sobre o dia em que Damião de Góis, um dos nomes maiores da história de Portugal no Renascimento, foi preso e depois transferido para a Inquisição de Lisboa, no topo da Praça do Rossio, mais ou menos onde está hoje o Teatro Nacional. Ali na sala a que os próprios inquisidores chamavam “a Casa das Perguntas”, não lhe foi dito por que fora preso. Não é “estilo do Santo Ofício”, disseram, informar os presos sobre as suas culpas. Bastaria a Damião saber que, se estava ali, era porque tinha culpas. O melhor que ele tinha a fazer era começar a confessá-las.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Daqui a ano e meio cumprir-se-ão quatrocentos e cinquenta anos exatos sobre o dia em que Damião de Góis, um dos nomes maiores da história de Portugal no Renascimento, foi preso e depois transferido para a Inquisição de Lisboa, no topo da Praça do Rossio, mais ou menos onde está hoje o Teatro Nacional. Ali na sala a que os próprios inquisidores chamavam “a Casa das Perguntas”, não lhe foi dito por que fora preso. Não é “estilo do Santo Ofício”, disseram, informar os presos sobre as suas culpas. Bastaria a Damião saber que, se estava ali, era porque tinha culpas. O melhor que ele tinha a fazer era começar a confessá-las.