Londres aconselha navios britânicos a evitar Estreito de Ormuz

Irão apreendeu petroleiro britânico, afirmando que o arresto se deveu a uma colisão com um navio pesqueiro, no dia em que Gibraltar prolongou a detenção de um navio iraniano.

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LUSA/JAN VERHOOG / MARINETRAFFIC.COM

O Reino Unido recomendou que os navios britânicos permaneçam “fora da zona” do Estreito de Ormuz durante um “período provisório”, depois da captura de um petroleiro por parte das autoridades iranianas.

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O Reino Unido recomendou que os navios britânicos permaneçam “fora da zona” do Estreito de Ormuz durante um “período provisório”, depois da captura de um petroleiro por parte das autoridades iranianas.

“Estamos profundamente preocupados pelas atitudes inaceitáveis do Irão, que constituem um desafio evidente à liberdade de navegação internacional. Aconselhámos os navios britânicos a permanecer fora da zona por um período provisório”, afirmou neste sábado um porta-voz do Governo britânico, em comunicado citado pela AFP.

Na sexta-feira, o tribunal de Gibraltar, dependência britânica no sul da Península Ibérica, alargou para 30 dias o período de detenção do petroleiro iraniano Grace 1, arrestado por suspeita de a sua carga se destinar à Síria - o que foi negado por Teerão. Pouco depois, o Irão capturou um petroleiro britânico ao largo de Bandar Abbas, no Estreito de Ormuz, mas diz que o arresto se deveu a um choque “com um barco de pesca”.

“O petroleiro chocou com um barco de pesca durante a sua rota e depois desse incidente era necessário perceber os motivos”, justificou Alahmorad Afifipur, director da Organização de Portos e Navegação da província iraniana de Hormozgan.

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o navio foi capturado por não estar a cumprir as “leis marítimas internacionais”, de acordo com Associated Press (AP).

O navio Stena Impero, de pavilhão britânico, está no porto de Bandar Abbas, no Estreito de Ormuz, com os 23 tripulantes no seu interior por motivos de segurança, de acordo com os responsáveis iranianos.

De acordo com a empresa Stena Bulk, proprietária do petroleiro, o contacto com a embarcação foi perdido na tarde de sexta-feira, depois de receber um aviso de que várias embarcações e um helicóptero se aproximavam do Stena Impero em águas internacionais.

Outro petroleiro, o Mesdar, de pavilhão libanês e propriedade da britânica Norbulk, foi também capturado mas por pouco tempo na sexta-feira no Estreito de Ormuz; prosseguiu viagem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, tinha advertido na sexta-feira para o risco de haver “graves consequências” se a situação não se resolver rapidamente, mas frisou que não estava a falar de opções militares.

O Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é local de passagem de um quinto das exportações de petróleo mundiais.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um navio de guerra norte-americano destruiu um drone iraniano no estreito, o que foi desmentido pelo Governo de Teerão.