Jornalista que liderava a investigação aos Panama Papers em Malta foi assassinada

Daphne Caruana Galizia morreu na sequência de uma explosão no carro em que seguia e que terá sido provocada por um explosivo. Nos últimos meses, a jornalista vinha denunciando alegado caso de corrupção envolvendo o actual primeiro-ministro.

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Reuters/DARRIN ZAMMIT LUPI

Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, blogger e jornalista que liderava a investigação relativamente aos Panama Papers em Malta, morreu nesta segunda-feira depois de o carro em que seguia ter explodido. A situação terá sido provocada por um explosivo colocado no veículo.

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Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, blogger e jornalista que liderava a investigação relativamente aos Panama Papers em Malta, morreu nesta segunda-feira depois de o carro em que seguia ter explodido. A situação terá sido provocada por um explosivo colocado no veículo.

Segundo a comunicação social de Malta, Galizia havia já, há cerca de duas semanas, denunciado às autoridades locais que estava a ser alvo de ameaças de morte. O The Guardian refere que a explosão que provocou a sua morte teve origem numa bomba colocada no carro, o que indica que este tenha sido um caso de homicídio.

No seu blogue, Galizia tinha denunciado durante os últimos meses um alegado caso de corrupção envolvendo o actual primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, a sua mulher e outros membros do Governo. Segundo estas alegações, o casal utilizava offshores para esconder pagamentos com origem no Governo do Azerbaijão.

As autoridades em Malta abriram já uma investigação criminal, tendo pedido ajuda internacional, incluindo ao FBI.