Governador da Virgínia para supremacistas brancos: "Vão-se embora"

Também o procurador-geral norte-americano se pronunciou, de forma crítica, em relação à marcha convocada pela extrema-direita.

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Reuters/JOSHUA ROBERTS

Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas quando um carro atropelou no sábado uma multidão que protestava contra uma marcha de supremacistas brancos, de extrema-direita, na cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia. O caso passou para as mãos do FBI, a polícia federal, e o condutor do automóvel, James Fields, de 20 anos, está detido e indiciado por homicídio em segundo grau, segundo noticia a BBC. O governador da Virgínia, na costa leste dos EUA, Terry McAuliffe, disse que só pode haver uma resposta para os supremacistas brancos: "Vão para casa."

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Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas quando um carro atropelou no sábado uma multidão que protestava contra uma marcha de supremacistas brancos, de extrema-direita, na cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia. O caso passou para as mãos do FBI, a polícia federal, e o condutor do automóvel, James Fields, de 20 anos, está detido e indiciado por homicídio em segundo grau, segundo noticia a BBC. O governador da Virgínia, na costa leste dos EUA, Terry McAuliffe, disse que só pode haver uma resposta para os supremacistas brancos: "Vão para casa."

"Vocês vieram cá hoje para fazer mal a pessoas. E fizeram mesmo mal a pessoas. Mas a minha mensagem é clara: somos mais fortes do que vós", declarou McAuliffe, depois de um dia marcado por confrontos. "Tenho uma mensagem para todos os supremacistas brancos e nazis que vieram hoje até Charlottesville. A mensagem é simples e directa: vão para casa. Vocês não são queridos nem desejados nesta comunidade. Tenham vergonha. Definem-se como patriotas, mas são tudo menos patriotas", declarou o governador da Virgínia, eleito pelo Partido Democrata, durante uma conferência de imprensa, segundo relata o mesmo canal TV britânico.

Também o procurador-geral norte-americano se pronunciou, de forma crítica, em relação à marcha convocada pela extrema-direita para esta cidade para protestar contra a intenção de retirar do espaço público uma estátua do general Robert E. Lee, que comandou tropas confederadas, pró-escravatura, durante a guerra civil norte-americana. "Quando surge este tipo de situações a partir da intolerância racial e do ódio, elas traem os nossos valores fundamentais e não podem ser tolerados", comentou Jeff Sessions.

Além da vítima mortal do atropelamento, morreram dois polícias quando o helicóptero em que seguiam se despenhou. O aparelho tinha estado envolvido no controlo da marcha supremacista antes de embater no solo, matando as únicas duas pessoas a bordo.

A falta de uma intervenção do Presidente dos EUA sobre a manifestação – pelo menos enquanto se estava a passar – foi bastante comentada. A primeira pessoa da Casa Branca a expressar-se sobre o sucedido, sublinhava a CNN, foi, surpreendentemente, a primeira-dama, Melania Trump. “Não comuniquemos com ódio no coração. Nada de bom vem da violência”, disse no Twitter, usando a hashtag #Charlottesville.

Donald Trump só o fez quase uma hora depois: “Todos devemos unir-nos e condenar o ódio. Não há lugar para esta violência na América. Vamos unir-nos". Mais tarde, o Presidente dos EUA acrescentou que condenava as violência de "várias partes".