Senado aprova sanções contra Rússia e deixa batata quente para Trump

Proposta de castigos contra Moscovo, Teerão e Pyongyang passam do congresso para a secretária do Presidente.

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Reuters/BPA

O Senado aprovou novas sanções contra a Rússia, dois dias depois de a Câmara dos Representantes ter tomado decisão idêntica. A proposta segue assim para a mesa de trabalho do Presidente Donald Trump, que terá de decidir se deixa passar ou se exerce o poder de veto, apesar da maioria clara que a proposta obteve nas duas câmaras do Congresso, ambas controladas pelos republicanos.

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O Senado aprovou novas sanções contra a Rússia, dois dias depois de a Câmara dos Representantes ter tomado decisão idêntica. A proposta segue assim para a mesa de trabalho do Presidente Donald Trump, que terá de decidir se deixa passar ou se exerce o poder de veto, apesar da maioria clara que a proposta obteve nas duas câmaras do Congresso, ambas controladas pelos republicanos.

A imprensa norte-americana noticia nesta noite de quinta-feira que não é certo qual será a posição de Trump em relação a este pacote legislativo, aprovado por causa das interferências russas nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016. "Ele pode assinar a lei das sanções tal qual como ela está ou pode vetar e negociar um pacote ainda mais duro de sanções", declarou ao canal CNN o novo director de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci.

"Vamos esperar e ver como é que será a proposta final e então tomaremos uma decisão", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, segundo declarações citadas pelo diário Washington Post. O mesmo jornal afirma que "a administração disse que o Presidente Trump pode vir a vetar a proposta que intensifica as sanções contra a Rússia". O pacote legislativo visa também o Irão e a Coreia do Norte, devido aos programas nacionais de armamento.

A confirmar-se esta especulação, Trump passaria por cima de duas maiorias claras que apoiaram as sanções, tanto no Senado como na Câmara dos Representantes.

Tanto republicanos como democratas empenharam-se em fazer aprovar mais sanções, em parte como resposta às conclusões dos serviços de informação norte-americanos, segundo os quais o Kremlin teria interferido nas eleições que consagraram Donald Trump como Presidente.

"Os Estados Unidos têm de enviar uma forte mensagem a Vladimir Putin, ou a qualquer outro agressor, de que não vamos tolerar ataques à nossa democracia", declarou o senador republicano Jonh McCain, antigo candidato à Presidência e uma das vozes mais respeitadas no Congresso. McCain é um dos que defendem uma linha dura de actuação com Moscovo.

O Presidente russo, por seu lado, mostrou impaciência, quando lhe pediram uma reacção, durante uma visita à Finlândia por parte do líder russo. "Isto vai para além do razoável", defendeu Putin, aludindo primeiro a uma decisão do anterior Presidente Obama que mandou confiscar propriedades diplomáticas russas e expulsou 35 diplomatas daquele país. "E agora estas sanções – violam a lei do ponto de vista do direito internacional", sustentou Putin, acrescentando: "Temos estado a ser pacientes e comedidos, mas nalgum momento teremos de retaliar. É impossível tolerar eternamente estas grosserias cometidas contra o nosso país.