Wonder Woman pode ser banido no Líbano

Nacionalidade da actriz Gal Gadot motiva pedido de boicote apoiado pelo Ministério da Economia.

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O filme foi apresentado em Maio, em Los Angeles, EUA Reuters/MARIO ANZUONI

O Ministério da Economia libanês quer proibir a exibição naquele país do Médio Oriente do novo filme da DC Comics, Wonder Woman, pelo facto de a actriz principal, Gal Gadot, ter nacionalidade israelita, noticia a CBS, citando fonte oficial do Governo. O longo historial de conflito entre o Líbano e Israel tem levado as autoridades libanesas a proibir a comercialização de quaisquer produtos israelitas no país. Agora, é o filme norte-americano Wonder Woman que está no centro das atenções.

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O Ministério da Economia libanês quer proibir a exibição naquele país do Médio Oriente do novo filme da DC Comics, Wonder Woman, pelo facto de a actriz principal, Gal Gadot, ter nacionalidade israelita, noticia a CBS, citando fonte oficial do Governo. O longo historial de conflito entre o Líbano e Israel tem levado as autoridades libanesas a proibir a comercialização de quaisquer produtos israelitas no país. Agora, é o filme norte-americano Wonder Woman que está no centro das atenções.

No entanto, e até terça-feira, os serviços de segurança libaneses disseram que ainda não receberam qualquer queixa formal contra a exibição da película. A suspensão da exibição do filme obrigaria ainda à emissão de um parecer do Conselho de Ministros, algo que ainda não aconteceu.

Nas redes sociais, o movimento "Campanha para Boicotar Apoiantes de Israel-Líbano", que luta contra a exibição do filme no país, elogiou publicamente a posição do Ministério da Economia, através do Facebook. Para além da nacionalidade de Gal Gadot, o grupo justifica a oposição à actriz pelo facto de esta ter servido no exército israelita e apoiado publicamente as operações militares de Telavive na faixa de Gaza, território palestiniano controlado pelo Hamas desde 2007.

O Líbano é frequentemente considerado um dos países mais livres do Médio Oriente. No entanto, continua a haver a censura prévia, e conteúdos relacionados com Israel ou sobre temas como a religião e homossexualidade são frequentemente proibidos.

No início do ano, o drama egípcio Mawlana — sobre um líder de uma mesquita que se torna numa celebridade televisiva — e o libanês Beach House — que conta a história de um grupo de amigos que viaja para uma casa na praia, onde discutem as suas identidades — foram banidos no Líbano. Este último filme regressaria posteriormente aos cinemas libaneses, numa versão editada.

Para já, e apesar da polémica, a estreia de Wonder Woman no Líbano continua marcada para esta quarta-feira em pelo menos uma sala de cinema de Beirute. Cartazes promocionais do filme continuam a ser vistos na cidade. Wonder Woman também tem estreia marcada noutros países do Médio Oriente, durante o mês de Ramadão: Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait.

Wonder Woman relata a odisseia de Diana Prince (interpretada Gal Gadot), uma guerreira de uma ilha paradisíaca que luta pela paz no mundo após descobrir que o planeta está em guerra. O filme, dirigido pela argumentista Patty Jenkins, reaviva uma personagem criada pelo escritor William Moulton Marston em 1942.

Texto editado por Pedro Guerreiro