Bedeteca de Lisboa faz 21 anos com festa da “bibliodiversidade” da BD

Bedeteca de Lisboa assinala o 21.º aniversário com na Biblioteca dos Olivais. Festa inclui exposições, música e uma Feira Morta

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A Bedeteca de Lisboa celebra no sábado 21 anos com a Singular, uma festa de banda desenhada nos espaços da biblioteca dos Olivais, com exposições, música, uma Feira Morta e a presença de dez colectivos portugueses de BD e ilustração.

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A Bedeteca de Lisboa celebra no sábado 21 anos com a Singular, uma festa de banda desenhada nos espaços da biblioteca dos Olivais, com exposições, música, uma Feira Morta e a presença de dez colectivos portugueses de BD e ilustração.

Coordenada por Marcos Farrajota, a festa irá juntar "uma enorme 'bibliodiversidade'" da banda desenhada portuguesa, da "mais artística à Manga para teenagers, do design experimental à ilustração para a infância", segundo o texto de apresentação enviado à agência Lusa.

Às 10h são inauguradas as exposições, entre as quais uma da autora Maria João Worm, que consiste na apresentação de duas caixas iluminadas, onde se revela uma personagem que remete para uma mostra que a artista já teve em 1999, na Bedeteca. Nas três salas de leitura da biblioteca estarão expostos 46 cartazes em serigrafia do colectivo finlandês Kuti Kuti.

Durante a tarde, a Bedeteca de Lisboa acolherá a Feira Morta, evento lisboeta itinerante dedicado à edição independente de BD, ilustração e design. Serão ainda mostradas várias fanzines, entre as quais uma do grupo Dor de Cotovelo, com autores que passaram pela escola Ar.Co. como Ana Braga, Cecília Silveira, Dileydi Florez e Gréc. João Tércio e Filipe Andrade, do Lisbon Studio, vão apresentar a Top Show, uma publicação de ilustração e BD que, no futuro, poderá desaguar numa plataforma multimédia.

A música da festa fica assegurada por um concerto da cantora e guitarrista Sallim e por um DJ set de Pato Bravo, ou seja, o multifacetado B Fachada, que lançará a compilação do romance gráfico Violência Electro-Doméstica, feito com Xavier Almeida. Quem passar pelo Palácio do Contador-Mor — onde funcionam a Bedeteca e a Biblioteca dos Olivais — verá ainda a Oficina do Cego e a Oficina Arara a produzirem serigrafias na hora.

A Bedeteca de Lisboa foi inaugurada a 23 de Abril de 1996, no Palácio do Contador-Mor, e durante quase uma década funcionou como um centro cultural, com uma valência de preservação documental e outra de divulgação e apoio àquelas expressões artísticas, com lançamentos editoriais e exposições. Anos depois, a Bedeteca acabou por ser reestruturada pela autarquia, por questões de recursos, e ser integrada nos serviços da biblioteca municipal dos Olivais. Actualmente, a Bedeteca de Lisboa possui mais de dez mil volumes de livros e revistas dedicados àquelas artes visuais.