Pais vão receber relatório do desempenho dos filhos nas provas de aferição

Estudantes do 2.º, 5.º e 8.º ano experimentam novo modelo de avaliação do ensino básico na próxima semana.

Foto
As provas de aferição estão marcadas para os dias 6 e 8 de Junho Fernando Veludo/NFactos

Os pais e encarregados de educação dos alunos que este ano vão fazer as provas de aferição do ensino básico, na próxima semana, vão receber um relatório individual com informações sobre o desempenho dos estudantes em cada uma das disciplinas avaliadas. Apesar de estas provas, criadas pelo Governo para substituir os exames nacionais de final de ciclo, não terem impacto directo para as notas, o Instituto de Avaliação Educativa (Iave) vai dar conta dos pontos fortes e fracos de cada estudante. Tal como acontecia com os exames, as escolas também vão receber relatórios sobre o seu desempenho.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Os pais e encarregados de educação dos alunos que este ano vão fazer as provas de aferição do ensino básico, na próxima semana, vão receber um relatório individual com informações sobre o desempenho dos estudantes em cada uma das disciplinas avaliadas. Apesar de estas provas, criadas pelo Governo para substituir os exames nacionais de final de ciclo, não terem impacto directo para as notas, o Instituto de Avaliação Educativa (Iave) vai dar conta dos pontos fortes e fracos de cada estudante. Tal como acontecia com os exames, as escolas também vão receber relatórios sobre o seu desempenho.

Numa nota informativa tornada pública no final da semana passada, o Iave explica aos alunos que, ao realizarem esta prova, vão “poder confirmar” o que já aprenderam e o que conseguem fazer, mas também os aspectos em que podem melhorar. Dirigindo-se directamente aos alunos do básico, aquele organismo público sublinha: “O teu empenho na realização das provas é, por isso, muito importante.”

No mesmo documento, o Iave explica que, após a realização das provas do 2.º, 5.º e 8.º ano, os pais e encarregados de educação vão receber um relatório individual, que apresentará uma caracterização detalhada do desempenho dos alunos em cada prova. “Com os dados desse relatório, poderás verificar, em conjunto com os teus pais e encarregados de educação, quais os teus pontos fortes e quais as áreas em que tens de melhorar”, explica-se nessa nota.

Aquele organismo público aproveita também para explicar os motivos que levaram a tutela a criar provas de aferição a meio de cada ciclo de ensino. Desse modo, “terás a possibilidade de melhorar o teu desempenho nas disciplinas avaliadas e de terminar o ciclo com mais sucesso”, explica-se aos alunos.

Na informação emitida pelo Iave são também recordadas outras informações importantes a ter em conta para os estudantes que vão realizar as provas, como a necessidade de levarem consigo um documento de identificação com fotografia, como o cartão do cidadão, a proibição de incluírem qualquer elemento identificador noutro local que não a folha de rosto ou a folha de resposta da prova, ou a proibição de utilização de fita ou tinta correctora nas respostas.

As provas de aferição do ensino básico realizam-se nos dias 6 e 8 de Junho. No primeiro dia do calendário de avaliação, que acontece na próxima segunda-feira, os alunos do 5.º e 8.º ano realizam a prova de Português, ao passo que os colegas do 2.º ano, além da língua, respondem também a questões de Estudo do Meio. Dois dias volvidos, será a vez da Matemática para os três anos lectivos. Mais uma vez, para os alunos do 1.º ciclo, a prova inclui também matéria da disciplina de Estudo do Meio.

Em Janeiro, o Governo anunciou um novo modelo de avaliação do ensino básico, que pôs fins aos exames nacionais de fim de ciclo no 4.º e 6.º ano, mantendo-se apenas as provas finais do 9.º ano. Neste primeiro ano do novo modelo, a tutela criou um regime transitório que deu às escolas a possibilidade de escolherem se queriam ou não realizar estas novas provas este ano. Segundo os dados do Ministério da Educação, 57% das escolas decidiram realizar as provas.