Rock In Rio entra na recta final com os Hollywood Vampires

A banda que reúne Johnny Depp, Alice Cooper e Joe Perry é o destaque desta sexta-feira, o primeiro dia da segunda fase do festival. Maroon 5, Avicii e Ariana Grande chegam sábado e domingo

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As grandes atracções musicais, no que à dimensão histórica diz respeito, ficaram reservadas para os primeiros dias de Rock in Rio. Já vimos Bruce Springsteen e já vimos os Queen + Adam Lambert homenagearem a obra gravada com Freddie Mercury. Hoje, sexta-feira, inicia-se a segunda fase do Rock In Rio Lisboa 2016. Os Hollywood Vampires, esta noite, suscitam grande curiosidade pelo encontro improvável entre Johnny Depp, Alice Cooper e Joe Perry, dos Aerosmith. Amanhã, os Maroon 5, ainda um fenómeno de popularidade, mostrarão com quantos “moves” se faz um Mick Jagger e, no último dia, haverá um DJ superestrela (Avicii, em digressão de despedida) e Ariana Grande, uma das estrelas cintilantes da pop de massas americana.

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As grandes atracções musicais, no que à dimensão histórica diz respeito, ficaram reservadas para os primeiros dias de Rock in Rio. Já vimos Bruce Springsteen e já vimos os Queen + Adam Lambert homenagearem a obra gravada com Freddie Mercury. Hoje, sexta-feira, inicia-se a segunda fase do Rock In Rio Lisboa 2016. Os Hollywood Vampires, esta noite, suscitam grande curiosidade pelo encontro improvável entre Johnny Depp, Alice Cooper e Joe Perry, dos Aerosmith. Amanhã, os Maroon 5, ainda um fenómeno de popularidade, mostrarão com quantos “moves” se faz um Mick Jagger e, no último dia, haverá um DJ superestrela (Avicii, em digressão de despedida) e Ariana Grande, uma das estrelas cintilantes da pop de massas americana.

Com 31 anos de idade, contando desde a primeira edição no Rio de Janeiro, em 1985, doze deles em Portugal, já todos sabemos o que esperar do festival. Desde 2004 já terão passado pelo Parque da Bela Vista mais de milhão e meio de pessoas, atraídas tanto pela música como pela animação montada em todo o recinto pelos patrocinadores e pela qualidade das condições logísticas oferecidas. Nos dois primeiros dias, 19 e 20 de Maio, Bruce Springsteen e Queen + Adam Lambert, os nomes mais sonantes em cartaz, levaram ao festival cerca de 140 mil espectadores, números que se equivalem com os das noites mais concorridas das edições anteriores. Na segunda fase do festival esses números deverão manter-se, pelo menos, no dia em que os Maroon 5 subirem a palco.

Para além da banda de This love e Moves like Jagger, repetente no festival, o sábado apresenta no palco Mundo a inevitável Ivete Sangalo, cantora que trouxe o seu enérgico grito “tira o pé do chão” a todas as edições do Rock In Rio Lisboa, e os D.A.M.A., provavelmente a banda de maior sucesso neste momento entre os infantes e adolescentes do país – terá a companhia de Gabriel, o Pensador, convidado no single Não faço questão. Antes deles, o palco Vodafone acolhe a partir das 16h30 os muito prometedores Mighty Sands, representantes lisboetas de um psicadelismo californiano globalizado, os Capitão Fausto, que apresentarão o último álbum, o recomendadíssimo Têm os Dias Contados, e os americanos Real Estate, uma das mais celebradas bandas indie, no sentido original do termo, da actualidade.

Mas é esta noite, sexta-feira, que o Rock In Rio regressa. E, depois do hard-rock dos americanos Rival Sons, que aproveitarão para antecipar Hollow Bones, álbum com edição marcada para 10 de Junho, e da aparição dos Korn, resistentes da vaga nu-metal de meados da década de 1990, toda a atenção estará centrada nos Hollywood Vampires. A banda nasceu como forma de homenagear um famoso grupo de boémia que percorria nos anos 1970 os bares de Los Angeles. Faziam parte dele Ringo Starr, Keith Moon, dos The Who, John Lennon, Nilsson, John Belushi, Marc Bolan ou… Alice Cooper. Em 2015, Cooper juntou-se a Joe Perry e Johnny Depp para recuperar em palco o espírito dessas lendas. São uma superbanda de covers (dois originais no homónimo álbum de estreia) e, além do trio, acompanha-os outro nome conhecido de outrora, Matt Sorum, baterista dos Guns N’Roses.

O palco Vodafone apresenta os Cave Story, banda das Caldas da Rainha que se tem revelado uma das grandes surpresas do underground português, o rock’n’roll dos barceleneses Glockenwise, cujo último álbum, Heat, foi um dos destaques discográficos portugueses de 2015, e os americanos Metz, portento de rock visceral com ligação directa a Bleach, a estreia dos Nirvana. No palco Electrónica, por sua vez, a música estará, entre outros, a cargo dos Beatbombers de DJ Ride e Stereossauro, dos Nightmares on Wax e Hudson Mohawke.

Um dia depois, chegará Avicii, ou seja, o sueco Tim Bergling, que há dois meses anunciou que abandonará este ano as actuações ao vivo, chegará Ariana Grande e Charlie Puth, nova voz daquele cruzamento tão do nosso tempo entre melodias pop e mecânicas R&B. Pela tarde, o palco Vodafone receberá as canções de Isaura, B Fachada, músico vital no cenário português ao longo da última década, e as espanholas Hinds, cujo álbum de estreia, Leave me alone, muitos cativou no início deste ano.

Entre as batidas da EDM de Avicii, a pop de Ariana Grande e Charlie Puth, a espera na fila por um sofá insuflável, uma sessão de dança no stand de um patrocinador ou uma viagem na roda gigante, chegará ao fim mais uma edição do Rock in Rio Lisboa.